Apesar da valorização do café no mercado, o produtor Wilson Baggio, de Cornélio Procópio, considera que a situação ainda está ruim. Ele explicou que os cafés finos, que atingem as melhores cotações e têm preço garantido pelo governo federal, correspondem a 30% da safra. ''O resto não atinge R$ 100,00'', argumentou.
Margorete Demarchi, engenheira agrônoma do Departamento de Economia Rural (Deral) da Seab, informou que o custo total de produção do café adensado no Estado é R$ 96 por saca. Já no sistema tradicional, o custo é de R$ 157. ''Para remunerar o produtor, o preço precisa melhorar'', disse.
Ela informou que a colheita da safra paranaense está praticamente encerrada. A produção colhida deve ser de dois milhões de sacas de 60 quilos, superando em 328% a obtida no ano passado, quando foram colhidas 467 mil sacas. ''A safra passada teve esse desempenho por causa das severas geadas ocorridas em 2000, cuja quebra chegou a 80% da produção estimada'', analisou.

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