Preço ainda inibe compra de orgânicos
Produtos orgânicos, cultivados sem uso de agrotóxicos ou fertilizantes químicos e menos agressivos ao meio ambiente podem ser encontrados, hoje, com mais facilidade em supermercados e, principalmente, em feiras livres. No entanto, o preço ainda inibe o consumo. "O preço realmente afugenta um pouco a busca, mas precisamos ressaltar que esse valor deve ser relativizado, lembrando os benefícios dos orgânicos para a saúde e o meio ambiente", diz Ivo Barreto Melão, presidente da Associação dos Consumidores de Produtos Orgânicos do Paraná (Acopa). A associação, com sede em Curitiba, trabalha na divulgação da educação alimentar, com visitas às propriedades, mostrando "processos de cultivo com respeito à natureza", explica Melão.
Além das hortaliças e verduras, há também opções orgânicas para produtos como açúcar e arroz. O empresário londrinense, Gilberto Lima, apostou nesse comércio há cinco anos, porém, foi obrigado a reduzir a quantidade de orgânicos em sua loja de produtos naturais. Hoje, encontra-se pouca variedade e um quilo de açúcar é vendido por R$ 5,30.
"Eu vendia cenoura, pepino, arroz, beterraba, e uma outra série de produtos (orgânicos), mas como os outros (tradicionais) são mais consumidos, o preço deles fica elevado e eles acabavam perdendo (a validade) na loja", comenta.
Lima acredita que os orgânicos sejam a tendência para um futuro próximo e espera, em breve, investir novamente na linha. "Quem nunca comeu um tomate orgânico, por exemplo, tem que experimentar, é mais macio e mais saboroso", defende. (C.F.)





