O leilão da Sociedade Anônima Energética da Paraíba (Saelpa) foi suspenso por falta de interessados, afastados em decorrência do preço mínimo considerado muito alto: R$ 619,467 milhões. Pela segunda vez consecutiva, um leilão de privatização de uma empresa de energia estadual fracassa por ausência de candidatos - o anterior, também este mês, foi o da Companhia Energética de Alagoas (Ceal).
Nenhum dos quatro grupo pré-identificados para participar da operação depositou garantias de pagamento anteontem na Câmara de Liquidação e Custódia (CLC) da Bolsa da Rio. Com isso o governador da Paraíba, Jorge Targino Maranhão, suspendeu o leilão, em fax enviado à Bolsa. A CLC não dá informações sobre a existência ou não de depósitos, porém uma fonte ligada ao processo de privatização da Saelpa e ao governo da Paraíba disse que realmente ninguém fez o depósito, condição indispensável para a realização do leilão.
No fax enviado à Bolsa, o governador paraibano não cita explicitamente a falta de interessados. Mas diz que o governo entende que as ‘‘dificuldades e incertezas, tanto de natureza econômica quanto política, ora experimentadas a nível mundial, e em especial as que pesam sobre as chamadas economias emergentes, continuam a afetar de maneira significativa as decisões dos investidores’’. Por isso, segue o governador, tomou a decisão de adiar o leilão para uma ocasião ‘‘mais propícia’’.

mockup