Preço afasta comprador do leilão de prédio do moinho
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quinta-feira, 21 de setembro de 2000
Carmem Murara De Curitiba 
Ninguém se interessou ontem pelo leilão das instalações do Moinho Paranaense, pertencente ao grupo Anaconda. O preço fixado em R$ 2,2 milhões (lance mínimo) acabou afugentando os 29 empresários que tinham manifestado intenção de arrematar o imóvel ao longo da semana. Uma nova tentativa de leiloar o moinho será feita num prazo de 30 dias, mas até lá ele pode ser negociado.
Entre os interessados no terreno e no prédio, onde funcionou um dos mais antigos moinhos de Curitiba, estão a construtora J. Malucelli, a Central de Transporte e os empresários Roberto Demeterco (ex-Mercadorama), Salomão Soifer (dono do Shopping Muller), Miguel Krigsner (diretor-presidente do O Boticário), Abílio Medeiros (dono da imobiliária do mesmo nome) e até mesmo a cineasta Tizuka Yamasaky.
A cineasta tem intenção de transformar o moinho, fechado há 30 anos, numa escola de cinema. Nas últimas semanas, ela chegou a manter reuniões com a Prefeitura e com o Ippuc (Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano de Curitiba). Ela estava negociando para ver se conseguia incentivos para montar a escola de cinema, afirmou o organizador do leilão Areli Teixeira. Ele chegou até a adiar o leilão, pois tinha sido informado de que o negócio com Yamasaky estava praticamente certo. Mas ontem, ela não apareceu nem mandou representantes para fazer propostas no leilão.
Yamasaky deve ter se assustado com o preço, como ocorreu com o dono de O Boticário. O preço está muito acima do que esperávamos. Por esse valor não dá nem para pensar em investir no local, afirmou ontem Miguel Krigner.
Krigsner gostaria de transformar o local num espaço destinado a apartamentos ou estúdios para estudantes e pessoas que moram sozinhas. O empreendimento ofereceria aos moradores toda a infra-estrutura de serviços, como lavanderias, escritórios, salas de convivência, etc. Ele aguarda o imóvel ficar mais barato.


