O celular pré-pago, também chamado sem-conta, já responde por 48,34% dos 17,8 milhões de aparelhos que havia em todo o Brasil em maio, segundo dados da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel). O pós-pago, com assinatura mensal, tem os restantes 51,66%. Há um ano, o serviço com conta representava 90,8% dos 9,5 milhões de celulares. A fatia de mercado do pré-pago cresceu 428% nesse período.
O celular sem conta foi uma solução rápida para as empresas ampliarem a base de clientes, mas a receita mensal é inferior ao do pós-pago porque tem sido usado apenas para receber chamadas. O pré-pago já supera o número de usuários do celular com conta nos Estados do Rio, Rio Grande do Sul e região Centro-Oeste.
Na área de operação da ATL e da Telefônica Celular (RJ e ES), o número de pré-pagos chegou a 2,193 milhões contra 1,135 dos pós-pagos. No Rio Grande do Sul, o pré-pago representa 792 mil usuários e o pós-pago, 672 mil. Na região Centro-Oeste, 672 mil clientes das operadoras Americel e TCO optaram pelo pré-pago e 608 mil, pelo celular com conta.
A concorrência também deu retorno para as operadoras da banda B, que aumentaram sua participação no mercado em todo o Brasil de 23,9% em maio de 1999 para 30,6% no mês passado. O mercado mais competitivo é o da região metropolitana de São Paulo, com a BCP, operadora da banda B, detendo 41,98% dos usuários, e a Telesp Celular, da banda A, com 58,02%. No interior e litoral do Estado, a Telesp Celular ainda detém liderança clara com 73,57%.

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