Pré-datados crescem 7% em dezembro
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sábado, 20 de dezembro de 2003
Da Redação 
São Paulo As compras de Natal devem movimentar 7% a mais de cheques pré-datados no mercado brasileiro em relação ao mesmo período do ano passado. A estimativa é da Associação Brasileira das Empresas de Informação, Verificação e Garantia de Cheques (Abracheque - www.abracheque.org.br), que prevê a emissão de 145 milhões de cheques pré-datados entre os dias 1º e 25 de dezembro desse ano.
''A redução seguida na taxa de juros Selic aumentou a expectativa dos comerciantes, que estão parcelando o preço dos produtos de Natal. Isso cria um aumento no volume geral de vendas, da mesma forma que o crescimento da emissão dos pré-datados'', analisa Carlos Pastor, presidente da associação.
Segundo dados da Abracheque, 72,5% dos cheques dados no varejo são pré-datados. Nos anos anteriores, esse número era menor. Em 97 o pré-datado representava 59,2%, contra 60,3% em 98, 62,9% em 99, 64,5% em 2000, 69,1% em 2001 e 71,2% em 2002.
''Isso demonstra que a importância do cheque como instrumento de crédito direto ao consumidor vem aumentando a cada dia. No Natal, que é uma época onde as pessoas tradicionalmente compram mais produtos, o volume de cheques é bem maior. E das 120 milhões de folhas emitidas até agora, no mês de dezembro, 76% são pré-datadas.''
Segundo Pastor, até o dia 25 de dezembro, sem contar com a liquidação interna dos cheques feita em uma mesma instituição financeira, espera-se mais 80 milhões de cheques no mercado. Para a Abracheque, haverá ainda um aumento de 16,27% do total de cheques compensados, trafegados na Câmara de Compensação, durante o mês de dezembro e se comparado ao mês de novembro de 2003.
Entre os segmentos que mais recebem o cheque como forma de pagamento estão, nessa mesma ordem, postos de gasolina, supermercados, setores de material de construção e lojas de artigos em geral, como roupas e calçados. ''Nos shopping centers, o uso de cartão de crédito é predominante, porque o público comprador tem outro perfil'', explica Pastor.
A região Sudeste lidera o uso do cheque como forma de pagamento, segundo dados do Banco Central, com 63,70%, mas é também a região que tem o menor percentual de devolvidos.


