A campanha de vacinação contra febre aftosa que deveria ser encerrada amanhã, 20, foi prorrogada para o dia 10 de junho. Com isso, os pecuaristas ganham mais 20 dias para comprar a vacina, imunizar os animais e comprovar as vacinas. A decisão é do secretário da Agricultura e do Abastecimento, Antonio Poloni, ao ser informado da escassez de vacinas no mercado. Os técnicos da Secretaria da Agricultura estimam que 60% do rebanho já foi imunizado.
O médico veterinário Felisberto Baptista, chefe da Divisão Sanitária Animal, acredita que a partir da semana que vem esse problema estará solucionado porque os laboratórios estão distribuindo 30 milhões de doses de vacinas contra febre aftosa no mercado. A distribuição do medicamento vai ser reforçada nos estados do Circuito Pecuário Centro-Oeste, que estão em período de campanha de vacinação e estão há um passo de receber a certificação de área livre de febre aftosa, com vacinação. O medicamento estava faltando em função da greve dos caminhoneiros, que atrasou a distribuição, e também em função da antecipação da campanha de vacinação dos estados do Mato Grosso do Sul e Tocantins, realizada no mês de abril, que esgotou parte dos estoques.
Com a antecipação das compras por esses dois Estados, os laboratórios não tiveram tempo hábil para produzir as vacinas para atender toda a demanda do Circuito Pecuário Centro-Oeste para a campanha do mês de maio, admitiu Nelson Antunes, presidente do Sindicato Nacional da Indústria de Alimentação Animal – Sindam. Antunes antecipou que até o final do mês, os laboratórios deverão colocar no mercado em torno de 41 milhões de doses, volume suficiente para
atender à demanda.
Segundo Antunes, o colapso na produção foi provocado pelo aumento significativo nas vendas de vacinas para o Mato Grosso do Sul. Enquanto no ano passado eles receberam 6,6 milhões de doses, este ano receberam 25,17 milhões de doses. O Tocantins, que no ano passado recebeu 614.000 doses do medicamento, este ano recebeu 5 milhões de doses.

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