Prazo para vacinação termina na quarta
Prazo para vacinação termina na quarta
Secretaria da Agricultura reafirma meta de 100% de cobertura; Estado busca certificação de área livre da aftosa
Da Redação
Divulgação
PenalidadeOs agricultores que não participarem da campanha contra a febre aftosa receberão multa de R$ 84 por animal não vacinadoA Secretaria da Agricultura do Paraná garante que vai cumprir a meta de vacinar 100% do rebanho de bovinos e bubalinos contra a febre aftosa. A vacinação, que termina nesta quarta-feira, deve atingir 9,5 milhões de cabeças de gado em mais de 191 mil propriedades rurais. Os produtores que não cumprirem o prazo serão multados em R$ 84,00 por animal não vacinado.
Nossa estimativa é que apenas 3% dos produtores não vacinem o gado no prazo previsto, mas que serão obrigados a fazê-lo na sequência, explica o diretor do Departamento de Fiscalização da Secretaria, Felisberto Queiroz Baptista.
A preocupação do governo, além de erradicar a doença, é manter a qualidade da carne paranaense e aceitação do produto no mercado internacional. O Paraná completou, no último dia 15, três anos sem apresentar nenhum caso de febre aftosa. Isso capacita ainda mais o Estado a pleitear o certificado de área livre da doença, concedido pela Organização Internacional de Epizootias (OIE), ligada à Organização das Nações Unidas.
Os consumidores europeus são os mais exigentes e só admitem a aquisição de carne e derivados provenientes de regiões em que a OIE constata a inexistência de aftosa por, pelo menos, três anos, como é o caso do Paraná. É necessário que se acabe de uma vez por todas com a doença para que os produtores possam ingressar no mercado externo. A vacinação realizada pelo governo é um passo de extrema importância, afirma o diretor-executivo do Sindicato da Indústria de Carnes e Derivados do Paraná (Sindicarne), Péricles Salazar.
Hoje, as exportações paranaenses ainda são tímidas. Das 21 mil toneladas de carne produzidas no Estado, cerca de 1% é exportado, principalmente para a Itália. No mercado internacional, os preços de carne exportada podem atingir até três vezes mais, caso seja comprovada que procede de uma área livre de aftosa, uma das doenças mais restritivas no momento da comercialização.
Segundo Salazar, o Paraná a partir de agora vai deslanchar suas exportações, pois até o fim do ano deve estar pronto todo o processo que será encaminhado para a OIE atestar as boas qualidades da carne produzida no Estado.
Além de acabar com a aftosa, o governo está reestruturando o Departamento de Defesa Sanitária Animal da Secretaria da Agricultura. Já foram comprados 120 carros e esta semana o governador Jaime Lerner vai nomear 100 médicos veterinários que foram aprovados em concurso público.
O último passo será o processo de sorologia do rebanho paranaense - feito pelo Ministério da Agricultura - e que vai determinar a eliminação do vírus da aftosa. Também será atestada a erradicação da doença em São Paulo, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Goiás e Tocantins. Só terá mercado quem produzir com qualidade e a incidência da doença fecha qualquer possibilidade de negociar os produtos de origem animal no exterior, diz o presidente da Federação da Agricultura do Paraná, Ágide Meneguette.
Segundo ele, as exportações de carne do Brasil caíram de US$ 460 milhões para US$ 200 milhões, nos últimos três anos. Esse é um reflexo da falta de sanidade do rebanho brasileiro, afirma Meneguette.





