Prazo para Mesbla acaba 4ª -feira
PUBLICAÇÃO
quinta-feira, 13 de fevereiro de 1997
Agência Estado 
RIO - O destino da Mesbla - quebra ou reestruturação - será selado na próxima quarta-feira, quando termina o prazo para apresentação, pela empresa, dos protocolos do acordo de conversão da dívida da concordata, de R$ 534 milhões, em ações da empresa. A juíza substituta da 7ª Vara de Falências e Concordatas, Miriam Medeiros da Fonseca Costa, disse ter recebido pedido da direção da empresa de prorrogação do prazo, mas segundo ela, não há mais como protelar a decisão.
A Mesbla não divulga mais, oficialmente, o porcentual de credores que já aceitaram se tornar acionistas da empresa em vez de receber o pagamento de seus créditos. O impacto social da falência de uma empresa desse porte é muito grande, por isso temos conseguido uma certa flexibilidade no cumprimento dos prazos, mas não dá mais para retardar, afirma a juíza Miriam Costa. Na quarta-feira, ela receberá a lista com os documentos dos acordos. Aí teremos uma noção concreta se a adesão é mesmo de 85%, 90% ou se é 60% dos credores, diz ela.
Segundo a juíza, caso haja uma adesão maciça, é possível até um acordo que permita a manutenção da empresa. Na época em que assumiu a direção da empresa, em 11 de outubro do ano passado, o executivo José Paulo Amaral (ex-Lojas Americanas) estipulou com Luís César Fernandes, presidente do Banco Pactual (instituição que coordena a tentativa de recuperação financeira da empresa) período de 120 dias para sanear a Mesbla.
Na época, Fernandes - que exigiu, como os demais bancos credores, o afastamento da família De Botton do controle acionário da Mesbla - afirmara que somente a concordância de 100% dos credores em receber seus créditos em ações seria capaz de evitar a falência da empresa.


