Nos próximos quatro dias termina o prazo para o secretário da Fazenda do Paraná, Ingo Hubert, explicar na Justiça as parcerias firmadas entre a Copel e grupos privados. Hubert que também é presidente da estatal deverá justificar por que formalizou sociedades com as empresas Tradener Ltda. e UEG Araucária Ltda., sem licitação pública e na condição de acionista minoritário.
A primeira data limite é amanhã, quando Hubert deve explicar o acordo feito para a formação da empresa UEG Araucária. E a próxima é na sexta, quando a defesa é sobre a parceria com a Tradener.
As duas ações foram movidas pelo advogado Carlos Abrão Celli. Nos dois casos, Celli sustenta que a Copel uma empresa mista não podia formalizar essas parcerias sem abrir licitação pública. Além disso, o advogado questiona o fato de a Copel ser a minoritária nas sociedades, o que fere lei federal sobre as empresas mistas.
O advogado disse que na UEG Araucária, as empresas British Gás do Brasil LTDA, BHP do Brasil Energia e El Passo Empreendimentos se associaram à Copel para construção da UEG, usina elétrica movida à gás. No contrato societário, o governo teria apenas 25% das ações e dos lucros, mesmo sendo dono majoritário (51%) da Compagas, a fornecedora do combustível da usina.
Já no caso da Tradener, o acordo foi formalizado com as empresas Logos Engenharia e DGW Participações. As duas lucrariam mais que a Copel na venda da energia elétrica, produzida pela Copel. Hoje, este contrato está suspeso por decisão da Justiça. (Israel Reinstein, de Curitiba)

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