Prazo para adaptação preocupa supermercadistas
Curitiba - O sistema de etiquetas nos produtos em supermercados deixou de ser usado há cerca de 15 anos. ''O sistema eletrônico é mais barato e ágil. Facilita a realização de promoções e assim o supermercado não precisa ficar etiquetando a toda hora'', disse o consultor de varejo, Moacir Moura.
Para o presidente da Associação Paranaense de Supermercados (Apras), Everton Muffato, seria um retrocesso voltar a etiquetar produtos. Segundo ele, o problema é o custo dos terminais de consulta que custam entre US$ 2 mil e US$ 3 mil. Como estes equipamentos antes só eram usados pelos supermercados e agora haverá uma demanda maior pelo equipamento, ele teme que faltem terminais de consulta, ou seja, que os fabricantes não consigam atender toda a demanda.
''Para os pequenos supermercadistas a dificuldade será maior'', disse. Isso devido ao investimento que é necessário fazer para comprar o equipamento. Para ele, o sistema antigo de etiquetas não é viável porque ''engessa'' o supermercado, ou seja, seria difícil realizar ofertas de apenas um dia com o sistema de etiqueta. ''O grau de concorrência hoje é mais acirrado. O preço de um produto, às vezes, é para um dia'', destacou.
''Para o consumidor, a instalação de mais terminais de consulta é uma solução boa. Estamos preocupados com o prazo de adaptação, o investimento a ser realizado e o aumento da demanda pelos equipamentos'', disse. (A.B.)





