Pratini visita áreas atingidas no PR
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terça-feira, 18 de julho de 2000
Vânia Casado De Curitiba 
O ministro da Agricultura, Pratini de Moraes, desembarca hoje, às 9 horas, em Maringá para vistoriar as áreas de café queimadas pela geada. Será recepcionado pelo governador e pelo secretário da Agricultura. Juntos vão sobrevoar, de helicóptero, as plantações de café e outras culturas afetadas.
Às 10 horas, na Cocamar, haverá reunião com lideranças e técnicos que vão apresentar números do estrago nas lavouras incluindo lavouras de trigo e milho. Segundo avaliação preliminar das áreas atingidas, 70% do milho cultivado está perdido. No total são cerca de 140 mil ha, a maior parte em fase de granação, em que as perdas são irreversíveis.
A Associação dos Abatedouros Avícolas do Paraná (Avipar) informou que Antonio Poloni vai solicitar ao ministro Pratini de Moraes a abertura de uma linha de crédito no valor de R$ 17,5 milhões mensais, destinados à compra de 150 mil t de milho por mês. O milho será repassado às indústrias através de EGF/SOV (empréstimo sem opção de venda), a juros do crédito rural, para formação de estoques de milho no Paraná.
Na avaliação da agência Safras e Mercados, de Curitiba, devem ter sido perdidos entre 1,1 milhão e 1,2 milhão de t de milho safrinha, que corresponde a 50% de quebra em relação à previsão anterior, que indicava a colheita de 2,2 a 2,4 milhões de t, já computadas as perdas provocadas pela estiagem.
Segundo o analista Paulo Molinari, na região Centro-Sul do País, a quebra da cultura de milho safrinha também foi grande. A previsão de colher 6,4 milhões de t nos Estados produtores foi reduzida para 5,2 milhões de t, em função da seca. E agora foi revista para 4 milhões de t.
Segundo Molinari, em Goiás onde também se planta a safrinha a cultura não foi atingida pela geada, mas está tendo problemas de doenças. Com a quebra na produção, o analista prevê dois caminhos: ou se importa de 3,5 a 4 milhões de t de milho para atender a necessidade de abastecimento, ou se reduz o consumo por parte de pequenos consumidores, como frangos, suínos e pecuária leiteira.
Por conta da geada no Brasil e quebra nas lavouras, o milho argentino já subiu de preço, passando de US$ 82 a t para US$ 85 a t. Com a previsão de mais geadas por parte do Simepar, o mercado de milho continua travado.
Na região Oeste, não tem oferta de milho e as cooperativas que estavam vendendo o grão se retraíram. Em Ponta Grossa, o mercado apresenta cotação nominal entre R$ 12,50 e R$ 13,00 a saca, mas também não tem negócios. Em Chapecó (SC), tem comprador de milho que paga R$ 13,00 a saca, mas não tem vendedor, informou Molinari.(Colaborou Marcos Zanatta, de Maringá)


