Venilson Ferreira
Agência Estado
O ministro da Agricultura, Marcus Vinícius Pratini de Moraes, disse ontem que o governo irá implantar um programa de certificação de café a fim de garantir ao comprador estrangeiro a qualidade do produto de acordo com a origem. Segundo o ministro, a medida permitiria que o café brasileiro tenha um tratamento diferenciado no Exterior, deixando de ser tratado apenas como uma commodity, que têm preço padronizado.
Em almoço com diretores do Grupo Estado, o ministro afirmou que embora não arrisque previsões, discorda das estimativas que a safra brasileira de café em 2000/2001 vá atingir 40 milhões de sacas, como vem especulando o mercado. Uma das ações para superar a baixa de preços, na opinião do ministro seria o investimento em marketing do café brasileiro no Exterior, começando neste ano com R$ 4 milhões, para montar a base do programa.
Vende mal Na opinião de Pratini, o Brasil vende mal sua marca no Exterior. Por isso, ele considera fundamental o investimento em marketing, que permitirá, por exemplo, o aumento das exportações de frutas para US$ 2 bilhões. O ministro afirmou que os contribuintes e consumidores europeus serão os grandes aliados dos países produtores de alimentos na batalha para retirada dos subsídios e barreiras comerciais existentes na União Européia. Segundo ele, há consciência dos consumidores europeus de que estão pagando muito caro pelos alimentos, bem como dos contribuintes, de que é grande a carga de impostos para manter os subsídios.
Pratini anunciou que no final de outubro o governo brasileiro irá realizar uma reunião de ministros de Agricultura da América Latina e Caribe. O encontro de Salvador, diz ele, servirá como uma prévia da Rodada do Milênio, que será realizada em Seattle, nos Estados Unidos, em novembro, na qual os países produtores de alimentos esperam dar início ao processo de retirada dos subsídios e das barreiras comerciais existentes no mercado internacional.

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