Pratini promete prorrogação de dívidas
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quarta-feira, 19 de julho de 2000
Lucinéia Parra De Maringá 
O ministro da Agricultura, Pratini de Moraes anunciou ontem, em Maringá, duas medidas de apoio aos agricultores do Paraná. Depois de visitar uma lavoura de milho e café no município, e de ouvir um breve relato de lideranças sobre os prejuízos causados pelas geadas ocorridas desde quinta-feira da semana passada em todo Paraná, o ministro afirmou que o Governo vai exigir maior agilidade nas vistorias das lavouras de milho com o objetivo de viabilizar o mais rápido possível os recursos do Proagro. Ele também garantiu a prorrogação da dívida de custeio dos produtores que tiveram prejuízos com as geadas.
Embora não tenha citado valores, o ministro anunciou ainda a liberação de linhas especiais de financiamento para o plantio da nova safra de milho. O milho é o mais importante produto da agricultura brasileira e o Brasil precisa do Paraná para alcançar a safra desejada, disse o ministro. Segundo ele, os recursos estarão disponíveis aos produtores nas próximas semanas para que o plantio comece já a partir do final de agosto e início de setembro.
Pratini de Moraes ficou impressionado com o prejuízo das lavouras de café em todo Estado, mas não adiantou nenhuma ajuda prática aos produtores. Ele nomeou uma comissão que será coordenada pelo secretário de Agricultura do Paraná, Antonio Poloni, para fazer os projetos de apoio aos agricultores e recuperação das culturas atingidas pelas geadas. Os projetos serão elaborados a partir de um levantamento que já está sendo feito, segundo o ministro, por 600 técnicos agrícolas em todo Estado.
O levantamento sobre os prejuízos da agricultura paranaense será entregue à comissão no próximo dia 26. É preciso aguardar este levantamento, até porque estão previstas mais duas geadas por estes dias, disse o ministro. Segundo ele, o Governo federal não vai abandonar os cafeicultores do Paraná. Nós vamos, isso sim, ajudá-los a produzir um café com mais qualidade ainda, justificou.
Para a pecuária e o setor de fruticultura, o ministro apenas confirmou os programas já anunciados pelo Governo federal, que prevêem a liberação de R$ 500 milhões R$ 400 milhões para recuperação das pastagens e R$ 100 milhões para as lavouras de fruticultura.


