Pratini descarta perdão da dívida
O ministro da Agricultura e Abastecimento, Marcus Pratini descartou ontem o perdão da dívida dos agricultores como solução para o setor. ‘‘O custo para a sociedade será o menor possível e, certamente, não será de R$ 18 bilhões’’, afirmou. Se fosse atender a todas as reivindicações da bancada ruralista, anistiando 40% da dívida agrícola, o governo assumiria um rombo de, no mínimo, R$ 18 bilhões, segundo Pratini de Moraes.
Há três medidas em estudo pelo governo que, de acordo com o ministro, podem evitar futuras crises de renda na indústria agrícola. Uma delas é a criação de seguro de safra, que daria cobertura para os produtores contra eventuais secas e geadas que ponham tudo a perder. ‘‘Uma das razões para o atual movimento é o prejuízo de vários produtores de áreas onde houve seca. Eles não têm como pagar.
O ministro também criticou o fato de os agricultores ainda dependerem de financiamentos dos bancos oficiais - Banco do Brasil, principalmente. A solução, disse, é a captação de recursos passar a ser feita ‘‘no mercado (Bolsa de Mercadorias e Futuros)’’. E completou: ‘‘no mundo todo é assim’’. Pratini informou que vai se reunir esta semana com a diretoria da Bolsa para tratar do assunto, ‘‘que não é uma solução da noite para o dia’’.
Ele defendeu ainda a reformulação da lei de armazenagem - a mesma desde 1903. O ministro defendeu também a manutenção do Proálcool e a volta da produção de carros a álcool no País. Ele se disse favorável ao aumento de 24% para 26% do teor de álcool anidro na gasolina e à adição de 3% do combustível no diesel, se for ‘‘tecnicamente viável’’.
Testes já estão sendo feitos em todo o País para avaliar os impactos da adição e do aumento da participação do álcool em outros combustíveis. A introdução dessas medidas depende de autorização da ANP (Agência Nacional de Petróleo), que, por enquanto, não chegou a uma conclusão sobre o assunto.

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