Pratini critica nos EUA efeitos da 'Farm Bill'
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terça-feira, 21 de maio de 2002
Agência Estado 
Washington O ministro da Agricultura, Marcus Vinícius Pratini de Moraes, disse ontem à sua colega norte-americana, Ann Veneman, que o Brasil considera a Lei Agrícola recentemente aprovada pelo Congresso dos Estados Unidos e sancionada pelo presidente Geroge W. Bush um passo atrás em relação ao que combinamos no lançamento da nova rodada de negociações da Organização Mundial de Comércio, Doha.
Num encontro de pouco mais de uma hora, Pratini disse que a Farm Bill, que aumentou substancialmente o apoio federal à agricultura nos Estados Unidos, está na contramão na avenida do comércio em relação a três objetivos acordados em Doha: a eliminação gradual dos subsídios à exportação, a revisão de apoio interno que resulta na depressão dos preços internacionais de commodities e o acesso a mercados.
Veneman respondeu que os EUA continuam totalmente comprometidos com os acordos alcançados em Doha, o que inclui a negociação agrícola, relatou Pratini. É muito importante que os EUA mantenham essa posição, porque duas decisões tomadas recentemente as salvaguardas contra as importações de aço e a Farm Bill são indicações de que o País mudou de idéia quanto ao futuro das negociações de comércio, disse.
Esse compromisso é fundamental, porque se não houver negociação da política agrícola na rodada da OMC, não haverá nenhuma negociação, se não houver uma abertura dos mercados agrícolas para países como o Brasil.


