São Paulo - O ministro da Agricultura, Pratini de Moraes, disse ontem em São Paulo que a nova Política Agrícola Comum (PAC) da União Européia atende aos interesses do Brasil. ''Ao desvincular os subsídios da produção, a União Européia acaba com o estímulo ao excesso de oferta de produtos agrícolas. Ainda que tímida, a nova PAC segue uma linha correta e isto é muito bom para nós.'' Pratini não fez nenhum reparo ao atual modelo que começa a ser discutido pelos ministros da Agricultura da União Européia. ''Apenas esperamos que as mudanças sejam realizadas rapidamente'', disse.
Em Bruxelas, a maioria dos países da União Européia (UE), liderados pela França, rejeitou ontem a proposta da Comissão Européia para reformar a concessão de subsídios agrícolas, enquanto que um pequeno grupo liderado por Alemanha pediu a redução do montante das ajudas concedidas para destiná-lo aos futuros novos membros da UE.
O ministro francês da Agricultura, Hervé Gaymard, junto com os colegas de Espanha, Portugal, Itália, Grécia, Irlanda, e em menor medida os de Bélgica, Luxemburgo, Áustria e Finlândia, rejeitaram a proposta por considerá-la muito mais ambiciosa que o compromisso tomado pelos Quinze quando esboçaram o orçamento da UE para entre 2000 e 2006.
Alemanha, Reino Unido, Suécia, Dinamarca e Holanda lamentaram que o projeto não contemple a redução dos subsídios europeus à agricultura, que se eleva a 43 bilhões de euros anuais.

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