Pratini anuncia recursos para recuperação do café
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quinta-feira, 26 de outubro de 2000
Luciana Pombo De Curitiba 
O Paraná receberá 30% e não 25% do total de recursos para custeio de café (R$ 200 milhões), aprovados pelo Conselho Monetário Nacional (CMN). O Paraná deve ficar com R$ 60 milhões, sendo R$ 42 milhões para investimento.
A informação foi dada ontem pelo ministro da Agricultura, Pratini de Moraes, que esteve em Curitiba para o lançamento do programa Paraná Agroindustrial. O programa tem como meta o incremento do agronegócio, a melhoria da qualidade e a agregação de valores aos produtos, permitindo a competitividade no mercado internacional. Sete cadeias produtivas foram definidas como prioritárias: aves, bovinos, leite, suínos, mandioca, milho e soja. Para atrair mais indústrias, o Estado continuará ofertando o programa Paraná Mais Emprego, que oferece benefício de dilação do recolhimento do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) em até 48 meses.
Durante a solenidade foi assinado o protocolo de intenções com a Chapecó Companhia Industrial de Alimentos. Serão investidos R$ 85,4 milhões na expansão da unidade industrial para abates de aves e para a implantação do processamento de alimentos fornados e pré-cozidos. A empresa, localizada em Cascavel, irá industrializar 5,7 milhões de frangos por mês, 60 toneladas de ração por hora. Todo o projeto deverá gerar cerca de 5 mil empregos diretos e indiretos até 2005.
Peste suína A declaração do Paraná como área livre da peste suína está prevista para o final do ano. Pretendo fazer isto até dezembro, com certeza, declarou o ministro, ao comentar ainda sobre os problemas relacionados com a febre aftosa em todo o País. A maior preocupação é com o Rio Grande do Sul que tem focos. Agora, outro foco de aftosa está para ser confirmado em Artigas, no Uruguai. As fronteiras com o Uruguai foram fechadas por prevenção.
Com relação ao Paraguai, as fronteiras também estão fechadas para entrada de animais e as unidades militares farão o reforço para impedir a entrada de carne contaminada no Brasil. O mesmo ocorrerá na Bolívia. Temos que enfrentar este problema com seriedade, destacou.


