Pratini anuncia crédito para tratores
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sexta-feira, 05 de abril de 2002
Oswaldo Petrin<br>Reportagem local 
O crédito alocado pelo Banco Central para finaciamentos de máquinas agrícolas deve variar entre R$ 1,9 milhão e R$ 2 bilhões este ano. São financiamentos diferenciados, com juros de 8,75% ao ano, para quem tem receita de até R$ 250 mil/ano, e 10,75% acima desse volume. O prazo de carência varia entre 2 e 3 anos e a amortização vai até 6 anos, dependendo do equipamento.
O anúncio foi feito ontem pelo ministro da Agricultura, Marcos Vinícios Pratini de Moraes, durante abertura da Exposição de Londrina, no Parque Ney Braga. O ministro ratificou que o plantio de transgênicos está proibido no Brasil exceto para fins de pesquisa, mas admitiu que outros países, que já adotaram a técnica, levam vantagem nos custos de produção. E a decisão sobre o destino da soja transgênica apreendida no Paraná é judicial. O Ministério fará cumprir a lei que proíbe o plantio.
Pratini criticou as previsões de colheita de café - feitas por empresas exportadoras - que estão superestimando o volume da produção. Disse que tais previsões não merecem crédito e sugeriu que o mercado não as leve a sério. A previsão oficial é a da Conab, que o governo assume, segundo o ministro. Em compahia do presidente da Sociedade Rural do Paraná, Francisco Galli; do presidente da Associação Paranaense de Cafeicultores, Ricardo Strenger, e do delegado Federal de Agricultura, Scyla Cezar Peixoto Filho, Pratini tomou café Qualidade Paraná, cujo sabor elogiou.
Na entrevista coletiva, ao lado do governador Lerner, Pratini criticou a comercialização de leite no Brasil. Disse que é preciso aumentar o número de compradores e que do jeito que está, com poucas indústrias dominando o mercado - caracterizando oligopsonios -, o produtor sempre será prejudicado. O ministro também apontou a exportação de leite em pó como medida de apoio aos produtores.
Em Marialva, ao lado do presidente da Faep, Ágide Meneguette, e do presidente da Ocepar, João Paulo Koslowisk, Pratini lançou um programa de normas de classificação de frutas e conheceu resultados do programa hortiqualidade, executado pelo Senar-Pr, Sebrae e Ocepar.


