Pratini anuncia combate à brucelose
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sexta-feira, 12 de maio de 2000
Marcos Zanatta De Maringá 
O ministro da Agricultura, Marcos Vinícius Pratini de Moraes, disse ontem, em Maringá, que o governo vai lançar uma campanha no segundo semestre, para combater a brucelose e a tuberculose bovinas. As duas doenças podem prejudicar a pretensão do país em ampliar o comércio da carne brasileira no mercado externo. A campanha está sendo estruturada por técnicos do Ministério da Agricultura e Secretarias de Agricultura de vários Estados e prevê a participação da iniciativa privada, com base nos bons resultados dessa experiência nas campanhas contra a febre aftosa.
Sobre os juros na agricultura, o ministro Pratini, disse que a preocupação imediata na agricultura não é de baixar as taxas de juros. O que o setor precisa, disse, é acabar com a taxa de juros variáveis aplicados aos financiamentos do campo.
A agricultura, segundo o ministro, sustentou o Plano Real. Agora chegou a vez da agropecuária ter o retorno, resume. Pratini de Moraes esteve em Maringá para visitar a 28ª Expoingá, que vai até domingo.
A Sociedade Rural de Maringá (SRM), que promove a feira, pediu ao ministro a criação de uma linha de crédito para a retenção de matrizes e reprodutores no Estado. O pecuarista Waldemar Allegretti, diretor da SRM, explicou que com o Paraná livre da aftosa, a fronteira com o Mato Grosso do Sul será fechada.
O estado vizinho, lembra Allegretti, fornece pelo menos 60% dos animais para engorda ao Paraná. Descapitalizado o criador não teve como segurar matrizes e reprodutores, e pode ter problemas para conseguir animais para engorda, explica. Ele lembra ainda que existe reíduo industrial para garantir o término de boi gorde com qualidade. Ideal para o mercado externo.
Pratini de Moraes não respondeu diretamente à entidade, mas adiantou que o valor agregado que a carne vai alcançar no mercado externo elimina a necessidade de crédito para o setor.
Mas para ter sucesso junto aos consumidores de outros países, mais exigentes, o ministro aconselha um trabalho de marketing da carne brasileira. Nos supermercados daqui encontramos produtos de vários países que conhecemos de propagandas. Lá fora a concorrência é maior ainda, compara. Ele acha ainda que o produtor brasileiro tem que pensar em qualidade e não quantidade. Não queremos vender um milhão de sacas de café a preço de mercado, mas sim um volume melhor de café com alta qualidade e preço superior, avisa.


