Praga da soja preocupa técnicos na região oeste
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segunda-feira, 07 de maio de 2001
Gilmar Agassi De Cascavel 
A proliferação de uma das maiores pragas, o nematóide de cisto da soja, tem preocupado técnicos da Secretaria da Agricultura (Seab). Para discutir soluções para o problema e tentar impedir a contaminação da praga na região Oeste do Paraná, a Seab e a Embrapa estarão reunindo pessoas ligadas à atividade em uma reunião hoje, a partir das 14 horas, no Conselho Regional de Engenharia e Arquitetura, em Cascavel.
Segundo o fiscal da Seab, Marcelo Bressan, a nematóide reduz em até 50% o rendimento da soja, podendo acabar com a lavoura, conforme a quantidade da praga no local. Ele observa que a situação ficou mais preocupante depois da confirmação da presença da praga em Tupãssi e Marechal Cândido Rondon, municípios da região. Até o ano passado a praga estava restrita à região norte do Estado. Agora já está no Oeste devido sua facilidade de disseminação, explica.
Bressan ressalta que não existe qualquer herbicida para controlar a praga, que pode demorar até 15 anos para ser totalmente exterminada da lavoura. Depois de contaminada a terra, a única alternativa para eliminar o problema é fazer a rotação de cultura, excluindo a soja. Ele acredita que a praga pode estar presente em outras regiões. Já fizemos mais de 130 coletas de terras suspeitas. Ela se espalha com muita facilidade e até mesmo um grão de terra pode ser responsável pela contaminação, diz.
De acordo com o engenheiro, a nematóide pode ser transportada através de equipamentos, máquinas e veículos. Até mesmo pessoas que estiverem em áreas contaminadas podem transportar a praga através dos sapatos. Para evitar a contaminação, o produtor não deve deixar entrar máquinas sujas em sua propriedade, ficar alerta a qualquer alteração do solo e denunciar sempre que souber da presença da praga, afirma.


