A tendência dos shopping centers é de valorização cada vez maior das praças de alimentação, segundo o presidente da Abrasce (Associação Brasileira dos Shoppings Centers), Henrique Falzoni. Em nome da satisfação do cliente, empreendedores de shoppings centers apostam em pesquisas de mercado para ter certeza da satisfação de seus consumidores. Respeitando esta vontade do mercado, as praças de alimentação muitas vezes são âncoras dentro dos shoppings graças ao seu poder de atração de consumidores. ‘‘Numa área central, onde há várias lojas próximas, por exemplo, a praça de alimentação passa a ser um atrativo importante’’, explica.
No caso de um shopping localizado em uma área distante do centro de uma cidade, a praça de alimentação, compara o presidente da Abrasce, passa a ser uma âncora complementar. ‘‘A atratividade da praça depende da localização do shopping e da forma com que o empreendimento foi estruturado’’, diz. Segundo ele, nos empreendimentos localizados distantes de áreas comerciais, dificilmente uma praça de alimentação pode ser considerada como âncora. É diferente de um supermercado ou de um grande magazine, onde o cliente se dirige ao shopping decidido para ir consumir naquele determinado lugar.
Mas independentemente de ser ou não âncoras, as praças de alimentação têm função ímpar no mix de lojas de um shopping center, diz o empresário. A área de alimentação ocupa de 8% a 10% do total da área do empreendimento. O faturamento normalmente enquadra-se dentro da proporção da ocupação da área, afirma.
Segundo Falzoni, o faturamento médio de um shopping é de R$ 400 por metro quadrado, no caso de capitais. Restaurantes e lanchonetes faturam dentro desta média, salvo as grandes cadeias de fast food e restaurantes, que mantêm constantes investimentos em mídia e conseguem superar a média.
A Abrasce (Associação Brasileira dos Shoppings Centers), reúne 150 shoppings no País, totalizando 25 mil lojas comerciais, que empregam 257 mil pessoas. Pelos corredores dos empreendimentos filiados à entidade circulam - de acordo com estimativas da entidade - 55 milhões de consumidores mensalmente. (Pedro Livoratti)

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