Uma missão com empresários paranaenses esteve no Japão, Coréia, Hong Kong, Singapura, Indonésia e Tailândia durante 22 dias. O grupo, encabeçado pelo empresário e deputado Antônio Ueno, retornou ao Brasil há cinco dias. Eles visitaram fábricas como a Kawasaki, que produz motocicletas e robôs, prefeituras e câmaras de comércio. ‘‘Também estivemos com o príncipe Naruhito e com a princesa Masako e numa audiência com o ministro da Fazenda, Hiroshi Mitsuzuka’’.
Segundo Ueno, uma missão trazendo empresários japoneses do setor de autopeças deve vir a São Paulo e Paraná em fevereiro de 97. ‘‘A instalação de montadoras como a Renault e a Skoda está atraindo a atenção de fabricantes de autopeças do Japão para o Paranᒒ.
Ele diz que os empresários japoneses estão cada vez mais interessados em investir no Brasil por causa da estabilidade econômica. ‘‘Nesta missão, notei um interesse maior por parte deles. O japonês mudou sua visão em relação a toda a América Latina’’.
Ueno, que também é presidente da Câmara do Comércio Brasil-Japão do Paraná, organiza viagens deste tipo há 25 anos. ‘‘Já levei mais de 500 empresários ao Japão’’, calcula. A missão deste ano - 25ª Missão Econômica do Paraná ao Japão - reuniu 26 pessoas de Londrina, Arapongas, Apucarana, Rolândia, Maringá, Paranaguá e Curitiba.
Além de empresários, participaram o professor Ismael Mologni, da Universidade Estadual de Londrina (UEL) e o professor Carlos Mariani, da Universidade de Umuarama. ‘‘A missão foi acompanhada pelo embaixador Fernando Reis e o prefeito eleito de Curitiba, Cassio Taniguchi.
Ueno afirma que foi, através destas missões, que empresas como a Furukawa, de cabos eletrônicos, a Nipondenso, fabricante de componentes de peças automobilísticas e ar condicionado e a Bratac, fiação de seda, se instalaram em Curitiba e Londrina.
Ismael Mologni conta que a UEL deve firmar um intercâmbio cultural e acadêmico no próximo ano com a Soka University, uma universidade japonesa da área de humanas que tem oito mil alunos. ‘‘A Soka tem um curso de graduação com duração de dois anos para formar lideranças femininas’’, diz. ‘‘A intenção é fazer um intercâmbio para que os alunos possam cursar matérias como economia e marketing na UEL ou na Soka’’. Mologni diz um vídeo institucional da UEL será enviado para a universidade japonesa em janeiro.

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