PR vai receber missão japonesa
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sábado, 21 de dezembro de 1996
Cláudia Lopes 
Uma missão com empresários paranaenses esteve no Japão, Coréia, Hong Kong, Singapura, Indonésia e Tailândia durante 22 dias. O grupo, encabeçado pelo empresário e deputado Antônio Ueno, retornou ao Brasil há cinco dias. Eles visitaram fábricas como a Kawasaki, que produz motocicletas e robôs, prefeituras e câmaras de comércio. Também estivemos com o príncipe Naruhito e com a princesa Masako e numa audiência com o ministro da Fazenda, Hiroshi Mitsuzuka.
Segundo Ueno, uma missão trazendo empresários japoneses do setor de autopeças deve vir a São Paulo e Paraná em fevereiro de 97. A instalação de montadoras como a Renault e a Skoda está atraindo a atenção de fabricantes de autopeças do Japão para o Paraná.
Ele diz que os empresários japoneses estão cada vez mais interessados em investir no Brasil por causa da estabilidade econômica. Nesta missão, notei um interesse maior por parte deles. O japonês mudou sua visão em relação a toda a América Latina.
Ueno, que também é presidente da Câmara do Comércio Brasil-Japão do Paraná, organiza viagens deste tipo há 25 anos. Já levei mais de 500 empresários ao Japão, calcula. A missão deste ano - 25ª Missão Econômica do Paraná ao Japão - reuniu 26 pessoas de Londrina, Arapongas, Apucarana, Rolândia, Maringá, Paranaguá e Curitiba.
Além de empresários, participaram o professor Ismael Mologni, da Universidade Estadual de Londrina (UEL) e o professor Carlos Mariani, da Universidade de Umuarama. A missão foi acompanhada pelo embaixador Fernando Reis e o prefeito eleito de Curitiba, Cassio Taniguchi.
Ueno afirma que foi, através destas missões, que empresas como a Furukawa, de cabos eletrônicos, a Nipondenso, fabricante de componentes de peças automobilísticas e ar condicionado e a Bratac, fiação de seda, se instalaram em Curitiba e Londrina.
Ismael Mologni conta que a UEL deve firmar um intercâmbio cultural e acadêmico no próximo ano com a Soka University, uma universidade japonesa da área de humanas que tem oito mil alunos. A Soka tem um curso de graduação com duração de dois anos para formar lideranças femininas, diz. A intenção é fazer um intercâmbio para que os alunos possam cursar matérias como economia e marketing na UEL ou na Soka. Mologni diz um vídeo institucional da UEL será enviado para a universidade japonesa em janeiro.


