PR vai estimular girassol como biodiesel
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quarta-feira, 06 de julho de 2005
Da Redação 
A definição do zoneamento agroclimático para o girassol, o desenvolvimento de tecnologias específicas para o cultivo do grão e o domínio de um processo químico menos poluente para produção de biodiesel são as metas do Programa de Bioenergia do Estado, que promoveu ontem um treinamento sobre a colheita do girassol para cerca de 100 técnicos da Emater-PR, no auditório da Embrapa Soja, em Londrina.
O vice-governador e secretário de Estado da Agricultura e do Abastecimento, Orlando Pessuti, o secretário de Ciência e Tecnologia, Aldair Rizzi, o representante da Emater-PR, Celso Seratto, o chefe técnico do Iapar, Antonio Costa, o secretário municipal de Agricultura, Nilson Ladeia, o deputado José Maria Ferreira e a chefe geral da Embrapa Soja, Vania Castiglioni, participaram da abertura do evento.
De acordo com a Secretaria Estadual de Agricultura e Abastecimento (Seab), o Programa Paranaense de Bionergia pretende conhecer quais as culturas economicamente viáveis para produção de biodiesel, caso do girassol, e definir as escalas ideais de produção em usinas de biodiesel. Ao falar sobre o Programa, Vania destacou que ''não basta termos biodiesel, é necessário também que ele tenha condições de competitividade em relação às outras alternativas no mercado e o girassol mostra-se promissor, especialmente por conter cerca de 50% de óleo em sua composição''.
A primeira ação do Programa foi a articulação de parcerias com as instituições de pesquisa e a assistência técnica do Paraná. ''Embrapa, Iapar e Emater-PR vão desenvolver tecnologias para viabilizar a produção agrícola da cultura e o Instituto de Tecnologia do Paraná (Tecpar) irá desenvolver tecnologia própria para produção de biodiesel'', explica Richardson de Souza, da Seab.
O biodiesel produzido a partir de óleos vegetais extraídos da soja, do girassol ou do dendê reduz a emissão de gases poluentes como o CO2, um dos responsáveis pelo efeito estufa. De acordo com Souza, o processo químico mais conhecido atualmente utiliza o metanol derivado do petróleo para produzir biodiesel. O Tecpar está pesquisando um processo que produza biodiesel, a partir do etanol, álcool proveniente da cana-de-açúcar, que é ainda menos poluente.


