O governo do Estado irá monitorar o comércio de agrotóxicos. Através de uma central informatizada interligada, pela internet, em todos os pontos de vendas a intenção é saber, em tempo real, a quantidade exata de agrotóxico que está sendo comercializada. Este sistema - denominado inicialmente de Siagro - deverá estar instalado até o final deste ano. ''Queremos controlar e saber o quanto de agrotóxico é aplicado no plantio de grãos e de outros alimentos que frequentam a mesa dos brasileiros'', afirma responsável pela Divisão de Fiscalização dos Insumos (DSI), da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento (Seab).
A informação foi dada ontem durante o seminário ''Os venenos em nossos pratos - conhecer para evitar'', realizado na Universidade Estadual de Londrina. A intenção é ter uma ferramenta eletrônica que permita ter informações sobre o consumo de agrotóxicos nos 3,4 mil pontos de vendas no Paraná. Atualmente, a fiscalização sobre a venda deste tipo de produto é feita pelos 20 núcleos da Seab. Os fiscais recolhem a Anotação de Responsabilidade Técnica (ART) - documento assinado por engenheiro agrônomo - nas unidades de venda e, por amostragem, fazem um levantamento nas 370 mil propriedades rurais do Estado.
''Com o Siagro, vamos saber quanto de agrotóxico está sendo jogado na lavoura. Saberemos também para qual problema será direcionado o veneno e para qual propriedade'', explica Riesemberg. Questionado se saberia quanto de agrotóxico é utilizado no Estado anualmente pelos agricultores, ele esclareceu que só uma ferramenta como o Siagro poderá responder esta questão. Atualmente são pedidos relatórios trimestrais aos núcleos regionais.
Segundo o chefe do DSI, calcular a quantidade de veneno agrícola vendido é ''impossível'' pelo atual sistema. ''Não temos nem estrutura adequada para isso'', pontua. Enquanto o Siagro não é implantado, Risemberg informou que uma reunião há duas semanas na Seab, com um fiscal de cada regional, definiu, provisoriamente, a utilização de uma planilha eletrônica. ''É uma fase intermediária, entre os dados no papel e o Siagro'', explica. O levantamento, feito pela Seab e pela Celepar Informática do Paraná, começou a ser feito há duas semanas.

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