PR torna-se o maior exportador de frangos
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quarta-feira, 21 de julho de 2004
Carolina Avansini<br>Reportagem Local 
O Paraná alcançou, em junho, o posto de maior exportador brasileiro de frangos. No mês, as vendas do Estado representaram 32% de toda a exportação de aves do Brasil. A performance superou os números de Santa Catarina, que até então ocupava a liderança do ranking.
Em volume de negócios, a exportação paranaense cresceu 38% no mês, em relação a maio. Em toneladas, o aumento foi de 59%, com salto de 48 mil toneladas para 77 mil toneladas. No acumulado do primeiro semestre, o incremento nas cifras foi de 49%. Isso representa um aumento de US$ 208 milhões para US$ 311 milhões comercializados. Em quilos, o crescimento foi de 22%, com avanço de 242 mil toneladas para 297 mil toneladas.
''Como somos os maiores produtores do Brasil, atingir a liderança nas exportações era inevitável. Mas aconteceu antes do que esperávamos'', afirmou Domingos Martins, presidente do Sindicato das Indústrias Avícolas do Paraná (Sindiavipar). A expectativa da entidade era que o primeiro lugar do ranking fosse alcançado apenas no terceiro trimestre.
Ele atribui a performance positiva à receptividade do mercado internacional às carnes brasileiras. ''Os outros grandes exportadores enfrentam problemas sanitários'', justificou, acrescentando que a maior participação da China e do Japão no mercado comprador ajudou a alavancar as vendas. ''A liderança veio para ficar'', espera.
Um dos frigoríficos paranaenses que aproveitou a conjuntura favorável para começar a exportar foi o Jagua Frango, de Jaguapitã. De acordo com o diretor Sidney Bottazzari, as vendas para o mercado externo começaram no ano passado e, hoje, perfazem 55% da produção. Diariamente, a empresa abate 70 mil aves.
A meta é dobrar esse número para incrementar as vendas ao mercado internacional. ''O mercado interno está esgotado'', disse. O principal país comprador é o Japão que, por exigir cortes especiais, remunera o produto final com acréscimo de 25% a 30% no preço.
A Jagua Frangos tem 700 funcionários. Desse total, 300 foram contratados este ano por causa do aumento na demanda por aves para exportação. ''É uma dificuldade encontrar funcionários, pois não há mão-de-obra especializada em cortes especiais. O treinamento leva 90 dias'', disse. Os 170 avicultores parceiros que criam frangos para serem abatidos na empresa passaram a alojar mais aves e também contabilizam aumento nos lucros.
Segundo o Sindiavipar, os abates nas empresas paranaenses que têm inspeção estadual aumentaram 25% em junho em relação a maio. Os das que têm inspeção federal permaneceram estáveis. O preço do frango no atacado, segundo dados da Secretaria de Estado da Agricultura e Abastecimento (Seab), não sofreu grande alteração durante todo o semestre.


