Londrina é uma das cidades beneficiadas pelo aumento no teto de financiamento para imóveis do Programa Minha Casa Minha Vida. Pela decisão do Conselho Curador do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS), cidades com mais de 250 mil habitantes (conforme o censo do IBGE) passam a ter o valor máximo dos finaciamentos em R$ 100 mil. A medida beneficia ainda as cidades de Maringá, Cascavel, Foz do Iguaçu, Ponta Grossa e São José dos Pinhais.
As novas regras foram anunciadas ontem à tarde em Londrina, em reunião na sede do Sindicato da Indústria da Construção Civil (Sinduscon), pelo deputado federal André Vargas (PT). Antes, o limite do financiamento era de R$ 80 mil. Agora o valor do imóvel que poderá ser financiado em cidades com mais de 250 mil habitantes passou de R$ 80 mil para R$ 100 mil. Já nos locais em que vivem mais de 1 milhão de pessoas, esse valor saltou de R$ 100 mil para R$ 130 mil. O conselho autorizou ainda o aumento de 30% para 100% da participação do Fundo de Investimento do FGTS (FI-FGTS) em empreendimentos de infraestrutura geridos pela Caixa Econômica Federal.
O superintendente regional da Caixa em Londrina, Roberto Luiz Bachmann, afirmou que a principal mudança no novo teto é a origem dos recursos para o financiamento. A partir de agora os imóveis com valores até R$ 100 mil recebem verbas do FGTS com juros que variam de 4,5% a 7,16% ao ano. Os recursos oriundos da poupança, conforme o superintendente, ficam entre 8,4% e 12% ao ano. Dependendo da renda familiar essa diferença pode representar uma economia entre 20% a 25% no total de financiamento.
Segundo Bachmamnn, ainda não se sabe se o novo limite irá contemplar apenas os imóveis do Programa Minha Casa Minha Vida ou atenderá também a outros empreendimentos na mesma faixa de valor. Para isso, o banco aguardará a divulgação dos detalhes das novas regras, o que deve acontecer nos próximos 15 dias. Ele antecipou que, de imediato, cerca de 450 imóveis que estão em processo de financiamento na Superintendência Regional de Londrina serão atendidos pelo novo sistema.
A decisão do Conselho Curador do FGTS foi comemorada pelos empresários que participaram do encontro, uma vez que a sugestão da mudança foi de autoria do Sinduscon de Londrina, que encaminhou documentos ao deputado André Vargas pedindo o reenquadramento da cidade no programa. Pelo censo de 2006, a cidade tinha menos de 500 mil habitantes.
Para o presidente do Sinduscon, Osmar Ceolin Alves, a decisão do Conselho Curador representa um incremento em toda cadeia produtiva no setor da construção, com a geração de novos empregos e renda para a cidade. Ele acredita que dezenas de famílias poderão comprar ''imóveis melhores e mais bem localizados'' a partir de agora. Segundo empresários que participaram da reunião, os recursos podem levar à falta de mão de obra especializada para atender a nova demanda.
Na segunda-feira, quatro ministros vêm a Londrina para a assinatura de contratos para a construção de 1.156 unidades pelo Programa Minha Casa Minha Vida na cidade e outras 176 em Arapongas.
Capitais
O Conselho Curador do FGTS aprovou ainda que o valor do imóvel financiado em todas as capitais brasileiras passe para R$ 130 mil a partir de janeiro de 2010. ''A ideia é que todas as capitais passem a ter o mesmo tratamento de cidades com mais de um milhão de habitantes'', ressaltou o ministro do Trabalho, Carlos Lupi. Com a medida, um número maior de famílias dos grandes centros urbanos poderão se enquadrar nas regras do Minha Casa, Minha Vida. (Com Agência Estado)

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