Brasília - O Paraná deverá receber R$ 215 mil do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) para o custeio e investimentos no controle, prevenção e erradicação da sigatoka negra, praga que vem atacando e destruindo as lavouras de banana em quase todo o mundo. Além do Paraná, outros 17 estados também vão receber recursos.
No total serão investidos R$ 4 milhões na erradicação da praga. Por determinação do ministro Roberto Rodrigues os recursos serão enviados imediatamente às delegacias federais de Agricultura para repasse aos órgãos estaduais que cuidam dos trabalhos de vigilância, controle e monitoramento da sigatoka negra.
Do total, R$ 350 mil serão destinados ao Conselho Nacional de Pesquisas (CNPq) para ações de parceria em pesquisas no setor. Segundo o responsável pelo projeto de prevenção e controle da sigatoka negra do ministério, René Suman, a praga não traz riscos à saúde do consumidor. ''Contudo, é preciso muita vigilância porque o fungo se propaga com grande facilidade por meio do vento, tornando improdutiva a bananeira e causando sérios prejuízos ao produtor. É importante prevenir para evitar a contaminação das lavouras nas regiões onde não foi ainda identificada a presença da praga'', alerta.
Suman explicou que o fungo sobrevive por 60 dias nas roupas, 30 dias em lonas e 10 dias em metais, o que facilita a sua propagação. Com uma produção estimada em 6,6 milhões de toneladas, a lavoura da banana é responsável por 500 mil empregos diretos, com predominância do pequeno agricultor. O Brasil é o segundo maior produtor mundial da fruta, atrás apenas da Índia. São Paulo é o estado que mais produz no País, com 1,1 milhão de toneladas.
Atualmente no Brasil existem sete variedades resistentes à sigatoka negra e amarela, desenvolvidas pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa). São elas: caipira, thap maeo, pacovan ken, fhia 18, prata-graúda, maravilha e preciosa. As pesquisas da Embrapa começaram em 1982, quando a praga estava na América Central. A empresa binacional (Brasil/Japão) Companhia de Promoção Agrícola (Campo) tem parceria com a Embrapa para multiplicar e comercializar os clones resistentes à sigatoka negra. Leia mais informações sobre o assunto na edição de hoje da Folha Rural.

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