Depois dos sacrifícios sanitários, os pecuaristas têm até 30 dias para receber a indenização proposta pela Comissão de Avaliação, Taxação e Sacrifício. O pagamento será dividido entre a União e o Fundo de Desenvolvimento Agropecuário do Estado (Fundepec/PR). Os valores são calculados com base na cotação da arroba do dia considerando peso, sexo, idade, registros e fins econômicos.
Os animais de seis fazendas - Cesumar e Pedra Preta (Maringá), Santa Izabel (Grandes Rios), Alto Alegre e São Paulo (Loanda) e Flor do Café (Bela Vista do Paraíso) - foram pesados na semana passada. Os bovinos são divididos por lotes de touros, vacas, novilhas e bezerros. Já a avaliação do rebanho da Fazenda Cachoeira, em São Sebastião da Amoreira, ocorreu em janeiro. Naquele mês, os 1.795 bovinos foram avaliados em R$ 1,285 milhão, valor que deve ser reduzido agora, uma vez que a cotação da arroba caiu.
Os pecuaristas podem receber primeiro a metade do Fundepec, cujo trâmite é menos demorado. O vice-governador Orlando Pessuti, secretário estadual de Agricultura e Abastecimento, deve encaminhar um ofício ao presidente do fundo, Ágide Meneghetti (presidente da Federação da Agricultura do Estado), solicitando o pagamento dos pecuaristas. Com esse documento, o repasse poderá ocorrer até imediatamente. A assessoria de imprensa da Seab não soube informar ontem quando o secretário fará essa solicitação.
O trâmite mais demorado é o da União. A Comissão de Avaliação deve encaminhar o relatório ao Ministério da Agricultura que o submeterá à análise da Advocacia Geral da União (AGU). O pagamento será liberado somente depois da aprovação da AGU. (F.M.)

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