O governo do Paraná está preparando a venda de 19% das ações preferenciais da Companhia Paranaense de Energia (Copel). A operação, que deve reforçar o caixa estadual com um ingresso mínimo de R$ 119,61 milhões, depende apenas de autorização da Comissão de Valores Mobiliários (CVM).
O governo do Paraná espera conseguir essa autorização a tempo de vender as ações nesta sexta-feira. Os interessados já estão cientes dos principais detalhes do negócio, expostos em encontro reservado que reuniu representantes da Copel e bancos, terça-feira à tarde no Hotel Sheraton-Mofarrej, em São Paulo, onde compareceram cerca de 80 executivos financeiros. Os maiores interessados são investidores estrangeiros e fundos de pensão.
O leilão das ações está previsto para a Bolsa de Valores do Paraná, através do Sistema Eletrônico de Negociações Nacional (Senn). Na operação, o governo paranaense pretende vender 9 bilhões das 47,182 bilhões de ações preferenciais que possui na Copel, alienação equivalente a 19% de sua participação e 7% do total dos papéis PNB (127,663 bilhões) da companhia. O preço mínimo está estipulado em R$ 13,29 por lote de mil ações.
Representantes de bancos coordenadores contratados, entre eles o Banco Bozano, Simonsen, Bradesco e Santander Investment, esperam a colocação total das ações. A Copel tem apresentado resultados satisfatórios. A receita total em 97 foi de R$ 1,6 bi, 17% superior a do ano anterior. O número de consumidores cresceu de 1,89 milhão, em 90, para 2,58 milhões em 97, enquanto o número de funcionários da companhia declinou de 9.913 para 7.991 no mesmo período. O lucro líquido da companhia foi de R$ 302,6 mi no ano passado, 56% superior ao de 96.
A Copel, listada em Bolsas desde 1994, é uma das maiores companhias integradas de energia na América Latina, conta com 18 usinas de geração (quinta maior geradora do Brasil); possui 105 subestações de transmissão e 228 subestações de distribuição (quarta maior distribuidora no Brasil). Do fluxo de energia, a Copel responde por 74% com geração própria e 26% de Itaipu. Até o ano 2002, a empresa espera investir e captar recursos de R$ 3,3 bilhões. Os investimentos em geração devem absorver 41% dos recursos; os de transmissão (29%); de distribuição (24%) e outros (6%).

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