PR tenta impedir entrada da aftosa
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segunda-feira, 04 de setembro de 2000
Vânia Casado De Curitiba 
O Paraná está reforçando a fiscalização nas fronteiras com os demais estados e com o Paraguai para evitar a contaminação do rebanho com a febre aftosa. Cerca de cinco barreiras temporárias que foram instaladas, desde que surgiram os focos da doença no Paraguai e no Rio Grande do Sul, poderão ser transformadas em barreiras fixas. Com isso, o número de postos nas fronteiras passam de 23 para 28 em todo o Estado, informou Luiz Carlos Hatchbach, diretor do departamento de Fiscalização, da Secretaria da Agricultura e do Abastecimento.
A ampliação no número de barreiras exige reforço no número de pessoal. A Claspar, empresa vinculada à Secretaria da Agricultura, coloca à disposição 115 funcionários e agora vai colocar mais 43 funcionários, que ficarão especificamente na área de barreiras, para evitar a entrada de outras doenças de origem animal e vegetal.
Os fiscais que trabalham nas barreiras instaladas nas rodovias BR-116 (Curitiba-São Paulo) e na BR-376 (Curitiba-Joinville) estão fiscalizando a entrada e saída de cargas de origem animal e vegetal e de animais vivos. Antes dos focos de aftosa no Sul do País, os fiscais só paravam os veículos com cargas de origem animal na saída do Estado, disse Hatschbach. Esse trabalho da Secretaria da Agricultura está tendo o apoio da Polícia Rodoviária Federal.
Toda essa mobilização reflete o momento delicado que está passando o estado do Paraná para evitar a entrada da aftosa. A manutenção do estado de área livre, com vacinação exige um esforço de vigilância muito grande, afirmou Hatschbach. Segundo ele, o trânsito de animais vivos e cargas de origem animal procedentes de Santa Catarina está condicionado a restrições severas e rigorosas. Os animais procedentes daquele estado têm que passar por um período de quarentena (de 30 dias) na origem e no destino (14 dias) e ainda são submetidos a exames de sangue para comprovar a ausência do vírus da aftosa.
O ingresso de carne suína está liberado somente se for oriunda de estabelecimentos com SIF - Serviço de Inspeção Federal. Os suínos serão inspecionados por técnico oficial na origem e a carga será lacrada.


