Na visão do economista Robson Gonçalves, os setores mais afetados pela desindustrialização são o têxtil e calçadista, porque estão mais expostos à competição estrangeira. ''Estes segmentos não conseguem competir com o produto chinês em nenhum cenário.'' Para ele, a tendência destes segmentos ''desaparecerem'' da economia brasileira é muito forte. ''Por outro lado, o setor automobilístico e as commodities, estas têm vantagens.''
Seguindo este raciocínio, o Paraná, está em uma posição ''privilegiada'' pela sua composição industrial, que ''sente menos'' a concorrência, opina Gonçalves. Ele citou indústrias ''altamente competitivas'', que não sofrem a concorrência de importados como a automobilística, as commodities, a produção de papel e celulose, a bacia leiteira, a cadeia da agroindústria e a avicultura.
O economista disse que reduzir os custos de mão de obra - como o Governo Federal está fazendo -, desonerar a folha de pagamento e fazer a taxa cambial subir poderia contribuir para impedir o processo de desindustrialização. (M.F.C.)

mockup