Curitiba - O Paraná passa a contar com uma Política de esenvolvimento Produtivo (PDP). A ideia foi criada em maio de 2008 pelo governo federal com o objetivo de mobilizar o poder público e o setor produtivo na busca por crescimento e desenvolvimento. A iniciativa de regionalizar é da Federação das Indústrias do Estado do Paraná (Fiep) em parceria com os governos federal e estadual e com o apoio do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).
A assinatura da criação da PDP do Paraná foi realizada ontem em Curitiba com a presença do presidente do BNDES, Luciano Coutinho, da Fiep, Rodrigo da Rocha Loures e do governador Orlando Pessuti. A partir de agora, será criado um grupo de trabalho que terá apoio técnico da Secretaria Executiva da PDP nacional. Em 30 dias, o grupo vai definir as estratégias e o plano de ação, incluindo cronograma, metas e definição de responsabilidades.
''No Paraná, os indicadores do primeiro trimestre mostram que a venda de máquinas, equipamentos e bens de capital cresceram mais de 90%, um crescimento diferenciado em relação ao resto do Brasil'', disse o presidente do BNDES, Luciano Coutinho. Para ele, isso mostra a confiança e a mobilização do empresariado. E ainda um desejo de trazer para ao plano regional uma tradução da política de cadeias produtivas e cidades inovadoras que possam desenvolver novas atividades que gerem emprego, inovação e riqueza para o Estado.
Segundo ele, os investimentos no Estado devem ocorrer em diversas áreas como vestuário, equipamentos e no setor agrícola. ''No Paraná, o processo de recuperação do investimento produtivo já está acontecendo de forma mais intensa quando comparado ao resto do País'', disse. Destacou ainda que o Estado terá todo o apoio do BNDES para a diversificação da produção e inovação por meio de linhas de apoio à inovação e de renovação do parque fabril.
No primeiro trimestre de 2010, o Paraná recebeu recursos de R$ 1,944 bilhão do BNDES, volume 95,5% maior em relação ao mesmo período do ano passado. O número de operações atingiu 14.955 ou 43,44% mais que nos primeiros três meses de 2009. O Paraná é hoje um dos Estados com mais crescimento nos desembolsos do banco.
Para o presidente o BNDES, um ''olhar de longo prazo remete à inovação como essencial para o desenvolvimento do Brasil''. No entanto, ele acredita que a inovação ainda é restrita a empresas líderes. E defendeu que os gastos com isso, hoje em 0,65% do PIB previstos para 2010 cheguem a 2% do PIB nos próximos quatro anos. Se isso não ocorrer, ele acredita que a competição da Ásia e da China poderá inibir ou retrocedor o potencial das indústrias e serviços brasileiros.
O ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, considerou a PDP como uma ''excelente ideia''. A expectativa dele é que haja uma adesão muito grande. Ele lembrou que já existe uma política de desenvolvimento produtivo nacional sendo implementada e a ideia é transformar isso numa ''versão paranista''. O ministro acredita que todos os setores podem ser beneficiados.
Segundo ele, já há o contato com 15 estados que estão fazendo o trabalho de regionalizar a política de desenvolvimento produtivo. ''Uma política dessa não pode ser a mesma em Pernambuco e no Paraná'', destacou.
''Precisamos avançar mais e melhor na implementação da inovação tecnológica. Isso vai dar ao Paraná um poder de competitividade maior internamente, assim como nas questões internacionais'', disse o governador Orlando Pessuti. Ele acredita que o resultado deste trabalho de PDP deve aparecer logo. Nos próximos dias, ele pretende enviar à Assembleia Legislativa uma proposta de lei na qual o Estado adotará uma série de medidas para que a inovação tecnológica seja cada vez mais presente.
O lançamento da PDP aconteceu ontem na abertura da Conferência de Cooperação para a Inovação Sustentável - Anpei 2010, em Curitiba. Entre os dias 26 e 28 de abril, cerca de 600 empresários, executivos, acadêmicos, pesquisadores e representantes dos meios governamentais reunem-se na 10 Conferência Anpei (Associação Nacional de Pesquisa e Desenvolvimento das Empresas Inovadoras) na sede da Fiep, em Curitiba. O objetivo é debater cooperação, inovação e sustentabilidade.

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