PR tem o 5o maior mercado de seguros
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quinta-feira, 05 de junho de 2008
Fernanda Mazzini<br>Reportagem Local 
O mercado de seguros tem apresentado crescimento médio de 16% nos últimos três anos. O aumento da demanda é sustentado pela expansão do nível de emprego e da renda dos trabalhadores e pelo bom desempenho da economia nacional. O Paraná tem o quinto maior mercado (com 5,5% do total), ficando atrás de São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e Rio Grande do Sul. Segundo dados do Sindicato das Empresas de Seguros do Paraná e do Mato Grosso do Sul, foram arrecadados neste primeiro quadrimestre cerca de R$ 800 milhões, dos quais R$ 315 milhões retornaram sob a forma de indenizações.
A produção de seguros no Paraná tem nas carteiras de Vida (incluindo a Previdência Privada) o seu maior volume, com 45% do mercado, seguido de automóveis e afins (30%). Em menor escala estão os segmentos empresarial, residencial e riscos diversos. Neste quesito, o panorama é o mesmo do cenário nacional. De acordo com o Sindicato, o setor de automóveis é o que mais se destaca devido ao pagamento das indenizações (por roubos e furtos) e dos variados tipos de acidentes. Do total da frota circulante no Paraná, a estimativa é que mais do que 4 milhões, cerca de 23%, tem algum tipo de seguro.
''Mudou o perfil do mercado de seguros, com a abertura do segmento de resseguros, que ainda não é bem desenvolvido no Brasil. Mas também ainda há espaço para o seguro agrícola e o micro seguro, destinado à população de baixa renda'', avalia Robert Bittar, presidente da Escola Nacional de Seguros. O crescimento do mercado também é avaliado como uma mudança da cultura dos consumidores, que consideram necessária a cobertura de um plano de saúde, por exemplo, ou a importância de segurar um automóveil, devido ao aumento da criminalidade.
''Nos tempos da inflação não se fazia planejamento a longo prazo porque os consumidores tinham a falsa idéia de que se ganhava dinheiro consumindo. A estabilidade da economia, o aumento da atividade industrial e o aumento do PIB (Produto Interno Bruto) permitiram investimentos planejados e a longo prazo'', diz Bittar. Outro ponto citado é o crescimento da previdência privada, devido ao aumento da expectativa de vida do brasileiro.


