Caso fique constatado que os animais suspeitos estão com a febre aftosa, o rebanho nessas fazendas será abatido e os criadores ressarcidos com recursos de um fundo direcionado à pecuária que tem em caixa cerca de R$ 19 milhões. ''Este fundo recolhe 0,25% do valor de cada animal abatido no Estado. Quando o governador (Roberto Requião) assumiu o cargo, ele propôs que não fossem cobrados mais dos produtores rurais até porque o Paraná estava há 10 anos sem a doença'', explica o chefe do Núcleo Regional da Secretaria da Agricultura e Abastecimento (Seab), Gil Abelin. O fundo é gerenciado pela Federação da Agricultura do Paraná (Faep). Caso fique comprovada negligência dos criadores, no entanto, eles deixam de receber a indenização.
O chefe da Seab informa que o Estado poderá penalizar os pecuaristas com multas e até processo criminal caso tenham deixado de vacinar o gado. O valor da multa é de R$ 85 por cabeça. Abelin ressalta que o maior problema da aftosa é de ordem econômica, principalmente em relação às exportações que vinham num crescente. A previsão inicial deste ano era de exportar 50 mil toneladas - 10 mil toneladas a mais que no ano passado. Em 2003, foram 26 mil toneladas e em 2002, 23,6 mil.
Na opinião de Abelin, as interdições dos leilões e exposições, a partir de agora, trarão prejuízos à economia. No início do próximo mês estava agendado leilão do locutor esportivo Galvão Bueno na Sociedade Rural do Paraná, que já foi cancelado, assim como os demais eventos que estavam previstos. (V.B.)

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