Curitiba - Os dados de geração de empregos formais no Paraná mostram que o mercado voltou a gerar mais vagas do que demitir. ''Mas dificilmente a geração de vagas em 2009 irá absorver o contigente de trabalhadores que entram no mercado de trabalho'', explica o economista Sandro Silva, do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese).
O Dieese divulgou ontem os dados do mercado de trabalho no Paraná em fevereiro. O estado registrou crescimento de 0,12% no mês, um desempenho superior a média nacional, que ficou em 0,03%, mas inferior a variação na região Sul, que foi de 0,15%.
''O Paraná não foi tão atingido pela crise quanto outros estados porque tem uma economia diversificada'', aponta Silva. Segundo o economista, como a crise atingiu diferentes setores de forma e intensidade diferentes, o mercado paranaense ficou protegido.
''O que vemos é que o setor industrial, principalmente a indústria madeireira e moveleira, a metarlurgia e a mecânica continuam registrando demissões enquanto o setor de serviços está contratando'', avalia. Para o economista, os dados mostram que A indústria de madeira e mobiliário registrou em fevereiro a extinção de 980 vagas, e no acumulado do ano a redução de postos chegou a 1.145 empregos.
''Foi um setor que foi muito afetado pela redução das exportações para os Estados Unidos e também sofre com problemas tecnológicos e ambientais'', diz Silva. Por outro lado, o setores de ensino, hotéis e restaurantes, produtos alimentares puxaram o crescimento no nível do emprego no estado. ''O ensino registrou saldo de 2.333 vagas criadas em fevereiro, enquanto o setor de hotéis e restaurantes registrou 1.488 novas vagas'', diz.
A pesquisa do Dieese também mostra que no Paraná, o interior do estado teve maior peso no desempenho positivo na geração de empregos. As cidades do interior paranaense tiveram crescimento de 0,19% no nível do emprego, enquanto a capital teve desempenho de 0,12%. ''Do saldo de 2.494 vagas de emprego registrado no estado, 2.461 foram geradas no interior, o que representa 98,68%'', aponta Silva.

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