PR tem 36 cidades em área de risco de aftosa
PUBLICAÇÃO
terça-feira, 01 de novembro de 2005
Fernanda Mazzini<br> Reportagem Local 
O Ministério da Agricultura publicou ontem no ''Diário Oficial'' da União uma lista de 41 municípios considerados área de risco de contaminação de febre aftosa. Essas cidades não poderão permitir a saída de animais suscetíveis à doença nem a venda de produtos e subprodutos como a carne. No Mato Grosso do Sul, onde 11 focos da doença foram confirmados, foram incluídos na lista cinco municípios. Já no Paraná, foram consideradas áreas de risco outras 36 cidades. Deste total, quatro têm animais suspeitos de ter contraído aftosa.
A lista é uma instrução normativa que estabelece que para 32 municípios - considerados áreas de risco de contaminação e que não têm nenhum animal com suspeita de ter contraído a doença, o governo paranaense poderá autorizar a movimentação dos animais ou da carne dentro do Estado, desde que tenham sido submetidos a tratamentos capazes de inativar o vírus da aftosa.
Para os demais municípios, não há restrições para o trânsito de animais nem da carne. A única exceção é o Estado de Santa Catarina que, por ser área livre de aftosa sem vacinação, manterá normas mais rígidas para a circulação de animais.
Calamidade - A Prefeitura de Loanda (102 km a oeste de Paranavaí) - uma das quatro cidades do Paraná interditadas por causa da suspeita de febre aftosa, deverá decretar estado de calamidade pública assim que a assessoria jurídica der o sinal verde, segundo o prefeito Alvaro de Freitas Neto (PPS). De acordo com o secretário municipal de Agricultura, Nilson Garcia Baronceli, a Prefeitura está sendo pressionada pelos produtores de leite, que querem ser ressarcidos do prejuízo.
Segundo ele, a produção municipal de leite é de 16 mil litros por dia. Deste total, 10 mil litros estariam sendo desprezados. ''Recebemos a informação de que há um fundo estadual de proteção à pecuária, que teria sido criado para cobrir eventuais prejuízos dos pecuaristas, mas o leite não foi incluído nesse fundo'', disse. Baronceli acrescentou que esse fundo teria sido criado há 7 anos e que teria cerca de R$ 18 milhões.
''Ainda não sabemos os trâmites que devem ser seguidos, mas o nosso departamento jurídico já está analisando a questão. A nossa intenção é obter algum recurso para ressarcir os produtores'', comentou. Segundo ele, a resolução do governo, publicada na última sexta-feira à noite, amenizou um pouco a situação do município porque liberou o trânsito de produtos e subprodutos da pecuária bovina que tenham passado por processos de industrialização.
A cidade conta com dois laticínios: um que pasteuriza e envaza o leite e outro que fabrica queijos. No entanto, esses estabelecimentos não absorveriam toda a produção local, uma vez que eles mantêm contratos com produtores de municípios vizinhos. Os produtores que estão com o prejuízo maior são os que entregam sua produção para os entrepostos das cooperativas Confepar e Líder, que suspenderam a coleta de leite devido às barreiras sanitárias impostas pelo governo estadual. (Colaboraram Folhapress e Agência Estado)


