PR tem 24 empresas entre as 'melhores'
O ano de 1999 começou turbulento para todos os setores da economia brasileira e veio abaixo em janeiro, com a maxidesvalorização do real e explosão do dólar. Desacertos de propostas, inviabilidade de metas, o jeito foi refazer as contas, elaborar novos mapas e investir na criatividade e ousadia para se adaptar às mudanças. No Paraná, o cenário não foi diferente e, embora não tenha havido crescimento em todos os casos, 24 empresas paranaenses se destacaram entre as 500 maiores do Brasil. O resultado foi publicado no mês passado, pela revista Exame.
A venda das 500 maiores empresas privadas atingiu US$ 263 bilhões, representando acréscimo real de 4,8%. Mas, em termos de rentabilidade do patrimônio, foi registrado um índice negativo de -2,7%, o segundo pior desempenho da década passada, atrás apenas de 1991, quando a marca foi de -3,6%.
Independentemente da queda ou ascensão entre os melhores, as empresas aproveitam os reflexos positivos da publicação para ganhar em marketing. A única companhia do Estado listada entre as cem mais é a Telepar, que aparece na 71ª colocação. A empresa foi privatizada em julho de 98 e encampada pela Brasil Telecom. Em 99 foram investidos em torno de US$ 190 milhões, dos quais 85% destinados para a expansão da rede de telefonia básica no Estado.
Adotamos uma postura agressiva em referência à expansão de linhas, diz o diretor-presidente, Juan Ranon Avilez. Ele credita o bom desempenho da empresa, que em 98 estava em 75º lugar, a um conjunto de ações que aliou a expansão da rede à oferta de novos serviços. Depois da privatização, o número de linhas telefônicas no Paraná subiu de 9 para 13 linhas por um grupo de 100. Em 99, foram instaladas outras 297 mil linhas, ampliando a relação para 16 linhas por 100 habitantes.
Esta ampliação influi diretamente no desempenho da empresa no que diz respeito à receita. Em se tratando de empresas de serviço, a Telepar ficou em 30º lugar, com um total de US$ 785 milhões. Houve um crescimento nas vendas de 10,6%. Uma situação que a empresa quer melhorar ainda mais ao programar para o ano 2000 investimentos de aproximadamente US$ 360 milhões. A meta, conforme o empresário, é ampliar a rede das atuais 1,6 milhão de linhas para 2 milhões.
A segunda empresa paranaense na listagem da Exame é a automotiva New Holland, que aparece na 122ª colocação. A empresa caiu 28 posições em relação a 98, sofrendo uma retração nas vendas de 9,7%. Em termos de volume de vendas, mantém-se em quarto lugar no Paraná (US$ 515,1 milhões), atrás da Cooperativa de Campo Mourão, Telepar e Copel. A Copel, aliás, aparece entre as 50 maiores estatais, por venda, na oitava colocação.
Com uma venda de US$ 1.305,4 milhão, a Copel é a número um do Paraná, com um detalhe altamente positivo: registrou um crescimento de 4,4%, enquanto a companhia de energia do Estado de São Paulo, a Cesp, apresentou uma redução nas vendas da ordem de 48,9%. A Copel, segundo os analistas de mercado, tem uma postura de empresa privada, com metas a serem cumpridas, argumenta o gerente da coordenação de Relação com o Mercado, Ricardo Portugal Alves.





