Arquivo FolhaNovo vigorSão José dos Pinhais, na região metropolitana de Curitiba, atraiu as montadoras Renault e Audi, e experimenta forte valorização imobiliáriaDuas cidades paranaenses aparecem na edição da revista Exame, que chega às bancas hoje, entre os dez municípios do interior do País com melhores perspectivas de desenvolvimento econômico. São José dos Pinhais e Campo Largo, na Região Metropolitana de Curitiba, ocupam respectivamente o terceiro e quinto lugares no ranking dos centros de médio porte campeões em atração de investimentos, infra-estrutura e qualidade de vida.
O ranking da Exame é liderado por Indaiatuba (SP). Em segundo lugar vem Taubaté, também no interior Paulista. Em quarto, Gravataí (RS); em sexto, Sete Lagoas (MG). São Carlos (SP), Resende (RJ), Sumaré (SP) e Poços de Caldas (MG) completam a lista dos dez pontos de ouro do novo mapa do dinheiro no País.
O principal fato a chamar atenção para São José dos Pinhais é a escolha do município para instalação de uma fábrica da Renault. Das linhas de produção, que vão exigir investimentos de R$ 1 bilhão, devem sair 120 mil veículos por ano a partir de 1998. Na sequência, a alemã Audi também anunciou sua opção para instalar em São José sua primeira unidade de produção no País, com investimentos de R$ 750 milhões. Com 160 mil habitantes, o município experimenta fase de forte valorização imobiliária, com preços 50% maiores que há dois anos.
Para os 79,4 mil habitantes de Campo Largo, a instalação no município da primeira fábrica da montadora norte-americana Chrysler representa a perspectiva de um novo futuro. Com investimentos de R$ 315 milhões, a fábrica vai produzir 12 mil veículos a partir de 1998. A confirmação da construção de uma fábrica da Danna, fornecedora de autopeças, e de uma fábrica de motores, numa associação da BMW com a Chrysler, confirma as boas perspectivas deste município paranaense.
A revista destaca também alguns problemas dos municípios, como o fato de apenas 13,5% das residências de São José dos Pinhais terem rede de esgoto. A Exame aponta ainda a falta de mão-de-obra qualificada e treinada em São José dos Pinhais.
Município menos populoso entre os dez do ranking (83.000 habitantes), Campo Largo tem a vantagem de ter um grande índice de crianças matriculadas no primeiro grau (196 para cada 1.000 habitantes), só perdendo para Indaiatuba e Gravataí. Campo Largo é responsável por 70% da produção nacional de porcelanas, que geram R$ 140 milhões (R$ 40 milhões em exportações) para as 56 fábricas da ‘‘capital da louça’’.

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