Guto Rocha
O fechamento das divisas do Paraná para o gado proveniente de estados que não fizeram a sorologia para febre aftosa foi adiado por 30 dias. A decisão foi tomada na 12ª Reunião do Circuito Pecuário do Centro-Oeste, realizada terça-feira e ontem em Palmas (TO). Esta é a segunda vez que o fechamento das divisas é adiado.
A princípio, o fechamento seria em 1º de abril. Segundo o diretor-secretário da Sociedade Rural do Paraná, Arnaldo Coelho do Amaral Filho, que participou da reunião, as divisas serão fechadas no dia 1º de agosto, e não mais no dia 1º de julho conforme havia sido determinado anteriormente pela Secretaria de Estado da Agricultura e Abastecimento (Seab). A sorologia no Paraná também começa em 1º de agosto.
‘‘Mas a partir de 1º de julho, o controle sobre o ingresso de animais já será mais intenso’’, disse Amaral Filho. Entram neste controle os animais procedentes do Acre, Alagoas, Amapá, Amazonas, Bahia, Ceará, Maranhão, Mato Grosso do Sul, Pará, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Sergipe, Tocantins, Rio de Janeiro, Rondônia, Roraima e Minas Gerais.
Amaral Filho afirmou que a mudança não trará prejuízos para o Paraná e nem para o processo de reconhecimento do circuito Pecuário do Centro-Oeste com zona livre de febre aftosa. ‘‘Ainda estamos dentro do prazo, e o reconhecimento pelo Ministério da Agricultura será no dia 31 de dezembro’’, afirmou. Amaral Filho observou que a coleta de material para sorologia se encerra no dia 15 de setembro, e o resultado do exame fica pronto entre 20 e 30 dias.
O diretor da Rural disse ainda que durante a reunião em Palmas foram criados
mecanismos que vão permitir a entrada de animais para abate da zona tampão para a zona livre de febre aftosa. ‘‘A proibição provocaria quebradeira nos produtores do Mato Grosso e Mato Grosso do Sul e estimularia o contrabando, e aí sim colocaria em risco o processo de reconhecimento do Circuito Pecuário do Centro-Oeste’’, comentou.
De acordo com dados da Seab, o Paraná não registra focos de febre aftosa há mais de três anos e vai pleitear o reconhecimento como área livre da doença junto à Organização Internacional de Epizootias assim que o Ministério da Agricultura conceder o reconhecimento interno.

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