A campanha de vacina contra febre aftosa, iniciada ontem pelo secretário da Agricultura, Antônio Poloni, representa a etapa decisiva antes dos exames de sorologia, que serão realizados nos rebanhos de bovinos e bubalinos dos estados que integram o Circuíto Pecuário Centro-Oeste.
A expectativa é que os exames sejam realizados em abril de 1999. A sorologia é a fase final antes de o Ministério da Agricultura solicitar à OIE (Organização Internacional de Epizootias), a declaração de área livre contra febre aftosa, com vacinação.
Segundo o diretor do departamento de fiscalização da Seab, Felisberto Baptista, apenas algumas áreas dos sete estados que integram o Circuíto Pecuário Centro-Oeste poderão ter a área liberada. As demais áreas desses mesmos estados serão consideradas áreas ‘‘tampão’’, que não terão a declaração da OIE, mas deverão praticar as ações de sanidade nos rebanhos. O rebanho das áreas que poderão ser liberadas está calculado em 70 milhões de cabeças.
A sorologia vai envolver cerca de 160 mil amostras nos sete estados do Circuíto Pecuário Centro-Oeste (Paraná, São Paulo, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Minas Gerais, Goiás e Tocantins). No Paraná serão coletados entre 24 mil e 25 mil amostras de sangue, que vão definir a existência ou não de anticorpos ao vírus da febre. Há três anos e meio não há registro de aftosa no estado.
No Paraná, a campanha de vacinação foi lançada oficialmente na Cabanha Carandá, em Quatro Barras, de Rodrigo Bayer Marder. A propriedade tem 40 cabeças de gado de corte, que são vacinadas duas vezes por ano.
Essa conscientização já está disseminada entre os criadores, disse o secretário. Ele acredita que desta vez todo o rebanho do Estado (9,2 milhões de cabeças) será vacinado. Na última campanha, em maio, o índice chegou a 96%.
A vantagem dessa conscientização, apontou o secretário, é o aumento da produtividade e produção de carne bovina. Ele acredita que quando o estado for declarado área livre de aftosa, imediatamente poderá conquistar mercados mais exigentes como Japão, Estados Unidos e alguns países da Europa, elevando entre 15% e 20% a renda do pecuarista.
Agora, o governo do estado está empenhado em conseguir o envolvimento da sociedade para avançar ainda mais com esse processo. Para viabilizar essa participação serão criados os Conselhos Municipais de Defesa Sanitária, em todas as comarcas do Estado.
Os conselhos terão a responsabilidade de executar a parte educativa e a fiscalização nas propriedades. ‘‘Se queremos exportar qualidade, devemos nos envolver com esse processo’’, disse o secretário. As primeiras reuniões para organizar os Conselhos Municipais serão iniciadas no dia 12, em Umuarama e Cascavel.

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