O Paraná não deverá se integrar aos Estados do Sul para solicitar o reconhecimento de área livre de febre aftosa. Essa declaração, só será emitida ao Estado quando todos os estados do Circuito Pecuário Centro-Oeste estiverem em condições de fazer o pedido para a realização da sorologia. A afirmação é do secretário nacional de Defesa Agropecuária, do ministério da Agricultura, Enio Marques Pereira, que esteve ontem, em Curitiba, para uma aula inaugural do curso de treinamento para médicos veterinários e engenheiros agrônomos contratados recentemente pela Secretaria da Agricultura.
Enio Marques não definiu o prazo necessário para que os estados que compõem o Circuito Pecuário Centro-Oeste possam reivindicar os exames de sorologia, etapa final do processo de reconhecimento de área livre de febre aftosa. ‘‘Quem vai definir essa programação será a comissão técnica constituída pelo ministério’’, afirmou. Segundo ele, a comissão irá avaliar os próximos procedimentos para a reestruturação da agropecuária nos estados do Paraná, São Paulo, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, parte de Minas Gerais, Goiás e Tocantins.
No Paraná, ‘‘o dever de casa do Estado começou a ser realizado’’. Enio Pereira se referiu à contratação dos médicos veterinários e engenheiros agrônomos, por parte do governo do Estado. Essa era a contrapartida do governo estadual no processo de reestruturação da Defesa Sanitária Agropecuária, destacou. A Secretaria da Agricultura contratou 112 técnicos, entre veterinários e agrônomos. O ministério da Agricultura está liberando R$ 7,5 milhões ao Estado para aplicar no programa de Defesa Agropecuária. Desse total, R$ 4,2 milhões foram liberados no ano passado e R$ 3 milhões serão liberados até o final do ano, assim que a destinação de recursos aos estados não sofrer mais restrições da legislação eleitoral.
Os recursos estão sendo investidos na reestruturação das 120 unidades veterinárias espalhadas no interior, das quais 20 unidades serão transformadas em unidades de Saúde Animal e Vegetal, onde sempre vão atuar dois profissionais, um de medicina veterinária e outro de Agronomia.
O secretário da Agricultura, Antonio Leonel Poloni admitiu que a contratação dos técnicos foi ‘‘um parto’’, em decorrência das dificuldades de contratação de funcionários por parte do governo do Estado. Mas observou que sem essa infra-estrutura, a reestruturação do programa de Defesa Agropecuária não teria sucesso. Ele adotou essa estratégia como ‘‘questão de vida ou de morte’’, para que o Paraná pudesse se modernizar. ‘‘Agora, a iniciativa privada é quem deve fazer as ações, o governo só fomenta’’, declarou. Poloni destacou a atuação da Federação da Agricultura do Paraná como fundamental no processo de modernização da agropecuária paranaense.ArquivoVai demorarEnquanto isso, Seab e criadores fazem sua parte atingindo altos índices de vacinaçãoVânia Casado

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