Curitiba - Entre os seis estados mais ricos do País, o único que registrou crescimento em relação ao ano passado foi o Paraná. Além de conseguir se manter como o quarto estado mais competitivo do Brasil, o Paraná conseguiu ampliar sua vantagem em relação ao quinto colocado, o Rio Grande do Sul. Paranaenses e gaúchos, aliás, brigam há anos pela quarta colocação, posição que o Paraná ocupa pelo terceiro ano seguido. É o que mostra a versão 2003 do Ranking dos Estados, realizado há oito anos em parceria entre a Revista Amanhã e a consultoria Simonsen Associados.
Na avaliação do diretor de Redação da revista, Eugênio Esber, o Ranking 2003 revela dois pontos positivos no crescimento do Paraná. O primeiro refere-se ao distanciamento da competitividade do Estado em relação ao Rio Grande do Sul. A diferença atinge cinco décimos (158,2% do PR contra 157,7% do RS), quando no ano passado essa diferença era de apenas um décimo (158% a 157,9%). ''Do ponto de vista quantitativo o número é pequeno, mas mostra uma tendência de crescimento do Paraná'', disse.
Outro ponto positivo foi o aumento do Paraná no quesito riqueza. Em 2002, o Estado estava 54,9% acima da média nacional, passando para 56% este ano. Com isso, ultrapassou o Rio Grande do Sul que, tradicionalmente, mantinha-se na frente neste item. Em anos anteriores o Paraná sempre superava o Rio Grande em infra-estrutura, mas perdia em riqueza. Desta vez, o Estado conseguiu se manter em quarto lugar em todas os itens.
O quarto lugar em riqueza obtido pelo Estado pode ser medido por alguns itens avaliados na pesquisa. O Paraná ocupa o segundo lugar em venda de máquinas agrícolas, com 7.416 unidades comercializadas, enquanto o Rio Grande do Sul fica em terceiro, com 7.188 máquinas. Em consumo de óleo combustível, o Paraná está em oitavo lugar, com 378 mil litros, contra 367 mil litros do RS, que ocupa o nono lugar em consumo no Brasil. O item em que o Paraná mais se destaca é na produção de grãos. Primeiro produtor do País, com 26,7 milhões de toneladas contra as 21,4 milhões de toneladas produzidas pelo estado gaúcho, segundo produtor do País.
ááApesar dos dados favoráveis em riqueza, que elevaram o índice final de competitividade do Estado, os paranaenses têm sérios desafios de infra-estrutura. Esta situação, aliás, se repete no Rio Grande do Sul e todos os seis principais estados do País. Todos pioraram em infra-estrutura, seguindo a mesma lógica do ranking de competitividade: reflete a melhora dos estados menos ricos. A reportagem da revista Amanhã mostra também que a descentralização deve continuar nos próximos anos. ''Afinal, com o fim dos incentivos fiscais, a infra-estrutura adquire ainda mais importância na atração de investimentos. Não é à toa que os dez estados mais abastados confeccionaram planos robustos para melhorar a estrutura em logística e energia, por exemplo'', diz a reportagem.

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