Curitiba - Os números da balança comercial de julho, divulgados ontem pela Secretaria de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio, mantêm o Paraná como segundo maior exportador do País, atrás apenas de São Paulo. O Paraná responde por quase 20% do superávit da balança comercial brasileira, acumulado entre janeiro a julho.
Segundo a secretaria, o Paraná contribuiu com US$ 3,4 bilhões dos US$ 18,5 bilhões obtidos pelo Brasil nas exportações durante esse período. Nos sete primeiros meses do ano, as exportações paranaenses alcançaram US$ 5,6 bilhões, crescendo 43,17% sobre o mesmo período de 2003, quando o montante foi de US$ 3,9 bilhões. Já as importações cresceram apenas 14,57%, subindo de US$ 1,9 bilhão para US$ 2,2 bilhões.
''A alta nos preços das commodities associada à venda de produtos com maior valor agregado estão fazendo com que cresça o faturamento nas exportações'', avalia o presidente da Federação das Indústrias do Estado do Paraná (Fiep), Rodrigo da Rocha Loures. Em vista do resultado positivo, o Centro Internacional de Negócios (CIN), vinculado à Fiep, está revendo a previsão de exportações deste ano. ''Estamos saindo de uma visão conservadora para uma positiva. A estimativa de US$ 8 bilhões foi revista para US$ 9 bilhões'', conta o coordenador do CIN, Osvaldo Pimentel.
A alta nas exportações leva em conta o aumento das cotações internacionais de produtos tradicionais da pauta paranaense. Em julho, os produtos semifaturados de ferro e aço venderam mais 161%, subindo de US$ 11,3 milhões para US$ 29,6 milhões, tendo ao mesmo tempo uma alta nos preços de 62,5%. Além disso, Japão e China, tradicionais compradores de produtos paranaenses, estão pagando 15% mais pela carne de frango e 40% mais pela carne suína. No complexo de soja, houve alta de 29% no preço do grão, 26% no de farelo e 10% no do óleo.

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