PR se destaca em mercado que deve girar R$ 6 bi até 2016
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terça-feira, 16 de agosto de 2011
Aline Vilalva <br> Reportagem Local 
São Paulo - Anualmente, o mercado brasileiro de peças de reposição e serviços para equipamentos nos setores da construção e mineração movimenta R$ 3 bilhões. As perspectivas para os próximos cinco anos, no entanto, é que esse montante chegue aos R$ 6 bilhões. Tamanho crescimento, entre outros fatores, é devido às obras para a Copa de 2014 e Olimpíadas de 2016. O Paraná, uma das 12 sedes do mundial de futebol, é destaque no setor.
Os dados são da Associação Brasileira de Tecnologia para Equipamentos e Manutenção (Sobratema). De acordo com o presidente da Sobratema, Afonso Mamede, as empresas paranaenses conquistaram o respeito do mercado pela seriedade no desenvolvimento de seus produtos. ''O Estado é um dos expoentes na fabricação de peças e tem destaque também em infraestrutura. Temos visto um trabalho bastante profissional na região'', acrescentou.
Segundo o engenheiro Flavio Vaz, responsável pela obra de reforma e ampliação do Estádio Joaquim Américo, a Arena da Baixada, em Curitiba, apenas naquele espaço serão investidos cerca de R$ 200 milhões para a Copa de 2014. Para participar da Copa das Confederações, conforme Vaz, as obras devem ser iniciadas em outubro deste ano e concluídas até abril de 2013. Já para a Copa do Mundo, o início é janeiro de 2012 e conclusão em dezembro de 2013.
O estádio vai ser totalmente reformado e ampliado, passando de 45 mil metros quadrados para 122 mil metros quadrados. O engenheiro explica que será aproveitado o máximo possível da Arena - inaugurada em 1998 com vistas à Copa do Mundo de 2002. As instalações, consideradas uma das mais modernas do País, serão mantidas.
O presidente da Sobratema destacou que o fato de Curitiba ser uma das cidade-sedes da Copa de 2014 vai beneficiar todo o Paraná. Para ele, efetivamente, haverá melhoria em toda a parte estrutural da cidade, o que dará maior visibilidade à região e atrairá o turismo. ''O estádio é apenas a cereja do bolo e o restante é a massa'', comparou, referindo-se à estrutura que deve acompanhar o empreendimento, como aeroportos, estradas, hotéis etc. ''Isso certamente traz um crescimento muito grande não só para a cidade, mas também para a região, o Estado e até o País'', avaliou.
Sobre as feiras
O desempenho do mercado foi discutido durante a primeira edição da Construction Expo 2011 - Feira Internacional de Soluções para Obras & Infraestrutura e M&T Expo Peças e Serviços - e da Feira Latina Americana de Peças e Serviços de Equipamentos para Construção e Mineração realizadas semana passada, concomitantemente, no Centro de Exposições Imigrantes, em São Paulo.
A Construction Expo 2011 contemplou eventos na área da construção, engenharia e infraestutura e ofereceu oportunidades para profissionais, gestores e empresários envolvidos com obras e infraestrutura fazerem contato com os maiores projetos no Brasil. De acordo com a organização, a Construction apostou mo momento promissor, com o País sendo impulsionado por grandes projetos.
Já a M&T Peças e Serviços, única exposição do gênero na América Latina, reuniu 351 expositores, sendo 126 internacionais. As feiras receberam cerca de 25 mil visitantes.
''O evento surgiu para suprir a carência do setor, que não dispunha de um encontro que reunisse toda a sua cadeia'', relatou o presidente da Sobratema, Afonso Mamede. Durante as feiras, também foi realizado o Sobratema Congresso, que contou com a participação de 30 palestrantes nacionais e internacionais para debater temas técnicos ligados à engenharia, uso de materiais, novas técnicas construtivas, evolução tecnológica e soluções para a área de infraestrutura.
* A jornalista viajou a São Paulo a convite da Sobratema.


