Curitiba - Uma parte dos títulos podres foi resgatada no final do ano passado, antes do término da governo Lerner. Numa negociação com o Banco Central, o Paraná trocou os títulos do Estado de Alagoas, de difícil resgate, por papéis da União, de maior liquidez.
  Na época, o Estado do Paraná recebeu R$ 166 milhões, em títulos que já foram trocados por dinheiro junto ao Banco do Brasil, com um deságio de 1,5% a 2%. Os recursos foram injetados na Paraná Previdência, o fundo de pensão e aposentadorias dos servidores.
  Com isso, o Itaú ficou com a responsabilidade de honrar os títulos podres enquanto não sai decisão da Justiça. No recurso ajuizado junto ao STJ, o Banco Itaú argumentou que a necessidade de cumprimento da resolução do BC iria provocar grave redução de sua situação patrimonial, com graves prejuízos ao Banestado e seus acionistas. Os efeitos iriam atingir todos os acionistas do conglomerado Itaú, admitiu o banco na petição enviada ao STJ.

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