Curitiba - A falta de infra-estrutura está preocupando os empresários da Região Sul. Um levantamento feito pela Federação das Indústrias do Paraná (Fiep) revela que o Estado precisa de R$ 2,5 bilhões em investimentos na infra-estrutura de estradas, ferrovias, porto e aeroporto. Para o empresariado, o crescimento econômico não será viável se não houver investimentos no escoamento da produção.
Na próxima segunda-feira, dirigentes das federações das indústrias do Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul se reúnem em Curitiba para elaborar uma pauta de reivindicações que deverá ser encaminhada à base parlamentar dos três estados e também ao governo federal. A Região Sul vai reivindicar investimento conjunto da ordem de R$ 6 bilhões, bem menos que a Região Nordeste brasileira que no período 1999 a 2002 obteve três vezes mais em recursos.
O presidente da Fiep, Rodrigo Rocha Loures, disse que os empresários querem que parte seja colocada no orçamento do ano que vem. Além disso, vão pedir a agilização dos marcos regulatórios das Parcerias Público-Privadas (PPPs), para que o parceiro privado tenha garantias de pagamento por parte do governo.
Nos investimentos necessários ao Paraná, R$ 855 milhões devem ser aplicados na recuperação de rodovias, R$ 171 milhões no sistema aeroviário, R$ 373 milhões no sistema de portos e R$ 1,16 bilhão nas ferrovias, de acordo com o levantamento. Segundo a Fiep, o aeroporto internacional Afonso Pena, em São José dos Pinhais, Região Metropolitana de Curitiba, precisa urgentemente da construção de uma terceira pista para escoamento de cargas de elevado valor agregado.
Para Mário Stam, do setor de Logística da Fiep, atualmente as cargas estão sendo escoadas pelos aeroportos paulistas de Viracopos e Guarulhos, operação que representa um custo adicional para as empresas e perda de movimentação no Paraná. Nos investimentos em rodovias, está prevista a conclusão da Estrada da Boiadeira, na região noroeste do Estado.
Para ferrovias, a Fiep identificou a necessidade de investimentos na construção do ramal ferroviário entre Guarapuava e Ponta Grossa para que as locomotivas tenham condições de aumentar a velocidade de 10 quilômetros horários para 60 quilômetros horários.
Se o gargalo ferroviário não for resolvido agora, Stam prevê um ''apagão logístico'' que pode inviabilizar o escoamento da produção. Para o técnico, a solução para o crescimento da produção no Estado está na recuperação da malha ferroviária, o que baratearia o custo do frete.

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