A Secretaria de Estado de Agricultura e Abastecimento (Seab) detectou os primeiros casos de sigatoka negra em pomares de banana do Paraná. Causada por um fungo, a doença ataca as folhas das bananeiras e pode afetar a produção de forma significativa. O consumo de bananas colhidas em plantas contaminadas não oferece riscos à saúde humana.
A sigatoka negra foi identificada no Litoral e nas regiões produtoras do Norte do Estado. Após receber a notícia, o Departamento de Fiscalização e Defesa Agropecuária (Defis) suspendeu o sistema de certificação fitossanitária e a permissão de trânsito da fruta no Estado.
Segundo o diretor da Divisão de Defesa Sanitária Vegetal (DDSV) da Seab, Carlos Alberto Salvador, a secretaria está desenvolvendo estratégias para conter o avanço da doença e permitir a convivência com o problema. Um dos caminhos é a investigação de agrotóxicos para controle do fungo. A pesquisa deve ser estimulada a desenvolver variedades resistentes.
A transmissão da sigatoka negra se dá por esporos que podem ser espalhados pelo vento, mudas e folhas infectadas. Embalagens, caixas, frutos, roupas e até os veículos que transportam as frutas também são passíveis de disseminar a doença.
A Seab determinou a fiscalização de mudas, embalagens com frutos e a eliminação de bananeiras e bananais abandonados. Salvador recomenda ao produtor que, na época de plantio ou replantio, adquira mudas certificadas.
Ele deve também fazer um controle rigoroso da sigatoka amarela já presente nos bananais paranaenses e realizar práticas adequadas, como a desfolha frequente, o controle de ervas daninhas, o desbaste e plantio com espaçamento adequado.
Outra recomendação é que mudas, frutas, folhas ou qualquer parte da bananeira das regiões onde há contaminação pelo fungo não sejam transportadas. As folhas não podem ser utilizadas como material protetor de frutas, caixas e cargas de banana durante o transporte. A higienização adequada das embalagens retornáveis também é imprescíndivel.
O Paraná tem 9,97 mil hectares cultivados com banana. Cinquenta por cento da produção se concentra na região litorânea, 30% na região de Cornélio Procópio e outras áreas de cultivo nas regiões de Cascavel e Jacarezinho.

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