O Banco do Brasil aplicou, este ano, no Paraná R$ 1.018.000.000,00 no crédito agrícola nos seguintes programas: o custeio, investimentos, linhas do Pronaf (Programa Nacional de Apoio a Agricultura Familiar) e Proger Rural(Programa de Geração de Emprego e Renda. Desse total, R$ 759 milhões foram destinados ao custeio agrícola o que representa um aumento de 26% sobre as aplicações do ano anterior, quando foram alocados R$ 599 milhões no custeio de todos os produtos.
No entanto, apesar dos recursos para o custeio terem superado as aplicações no ano passado, as cooperativas do Paraná insistem que o crédito oferecido não atendeu a demanda. Para Nelson Costa, da Ocepar (Organização das Cooperativas do Paraná) o ano de 1997 foi caracterizado por ser um ‘‘ano magro em crédito rural’’. Nesta safra 98/99 só a demanda de custeio está avaliada em R$ 750 milhões.
‘‘Se for considerado que R$ 200 milhões foram aplicados com o custeio da safra de inverno, ainda falta a mesma quantia para atender a conclusão do plantio’’, calculou.
Segundo Costa, o Banco do Brasil só não sofreu mais pressão para liberar recursos para o crédito em função da estiagem que levou o produtor a não concluir o plantio.
A Superintendência do Banco do Brasil no Paraná ainda aguarda mais uma liberação do Proger Rural para o custeio agrícola e Funcafé até o final do mês. Com isso os recursos totais liberados este ano poderão atingir o mesmo valor liberado em 1997, que somou R$ 1.067.000.000,00.
Do total de recursos liberados este ano, R$ 458,5 milhões foram destinados aos médios e grandes produtores, enquanto que em 97 foram liberados R$ 367 milhões para essas categorias, informou a Superintendência do BB.ArquivoFaltou créditoSegundo Nelson Costa, da Ocepar: apesar do aumento, crédito ainda ficou aquem das necessidadesVânia Casado

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