Curitiba - O Paraná vai reforçar algumas ações de defesa sanitária na área de suínos para que possa ser incluído no relatório que será encaminhado à Organização Mundial de Saúde Animal (OIE) no dia 19 de setembro. A entidade internacional formada por 180 países vai analisar se o Paraná e mais 15 países poderão receber o reconhecimento de área livre de peste suína clássica em maio do próximo ano, em uma reunião que acontecerá em Paris.
No último dia 16 de junho, entidades ligadas ao agronegócio paranaense e a Agência de Defesa Agropecuária do Paraná (Adapar) foram informadas com comunicado do Departamento de Saúde Animal (DSA) do Ministério da Agricultura e Abastecimento (Mapa) que o único estado do Sul que tinha sido excluído do relatório que será enviado à OIE era o Paraná. Na época, o ministério informou que não haveria tempo hábil para o cumprimento das ações prévias ao envio do relatório da OIE.
Para que o Estado possa fazer parte da lista, o presidente da Adapar, Inácio Kroetz, disse que serão adotadas algumas medidas como o investimento de quase R$ 700 mil na contratação de 200 funcionários sendo 72 médicos veterinários, três técnicos de laboratório, 40 agrônomos e o restante técnicos agrícolas. O concurso para estes novos cargos já foi realizado em 15 de junho.
Além disso, será reforçado o trabalho de fiscalização nas 33 barreiras sanitárias do Paraná localizadas nas fronteiras com os estados vizinhos, sendo que cinco ou seis delas vão funcionar durante 24 horas. "Acredito que o Paraná vai conseguir o reconhecimento da OIE", disse Kroetz. O trabalho terá o apoio das entidades que representam o agronegócio e do setor privado.
O diretor do DSA, da Secretaria de Defesa Agropecuária (SDA) do Ministério da Agricultura, Guilherme Marques, admitiu que houve a possibilidade de excluir o Paraná do relatório que será enviado à OIE em setembro, mas ontem ele afirmou que o Estado tem condições de fazer parte da lista junto com Santa Catarina e Rio Grande do Sul. E também não descartou a possibilidade de prorrogar a data de 19 de setembro para enviar as informações para a OIE.
"Não consideramos o Paraná não fazer parte da lista que vai para a OIE", disse o consultor da Federação da Agricultura do Paraná (Faep) e diretor executivo do Fundo de Desenvolvimento da Agropecuária do Paraná (Fundepec-PR), Ronei Volpi. Ele afirmou que a entidade acredita no serviço de defesa sanitária do Estado. Volpi disse que, caso o Paraná não consiga o reconhecimento da OIE, isso não traria prejuízo econômico no curto prazo mas, a longo prazo, os mercados internacionais devem dar preferência para quem tem excelência na área.
Desde 1994, o Paraná é reconhecido pelo Mapa como zona livre de peste suína clássica, assim como Santa Catarina, Rio Grande Sul e outros 13 estados. Estas unidades da federação abrigam quase a totalidade das indústrias que processam suínos no País. Segundo Marques, "o Brasil é visto com lupa na OIE".

Imagem ilustrativa da imagem PR quer ser reconhecido como área livre de peste suína clássica